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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Sons Of Apollo - Psychotic Symphony(2017)

A figura central do Sons of Apollo é Mike Portnoy, e ele dispensa maiores apresentações. Ao lado do baterista estão Jeff Scott Soto (vocal, Talisman e Journey), Ron “Bumblefoot" Thal (guitarra, Guns N’ Roses), Billy Sheehan (baixo, Mr. Big) e Derek Sherinian (teclado, Dream Theater e Black Country Communion). O supergrupo está estreando com Psychotic Symphony, disco que chegará às lojas de todo o mundo no dia 20 de outubro e foi lançado no Brasil pela Hellion Records no final do mesmo mês. De modo geral, o que temos no Sons of Apollo é o retorno de Portnoy ao prog metal. Após passagens por inúmeras bandas, com destaque para o Adrenaline Mob e o The Winery Dogs, o baterista está de volta à seara musical que o consagrou nos 25 anos em que liderou o Dream Theater.

Isso fica claro desde o início, com a ótima “God of the Sun” abrindo o trabalho com um certeiro tempero oriental. Outro ponto que fica explícito de cara é a presença de elementos de hard rock por todo o disco, tornando o prog metal do Sons of Apollo menos auto-indulgente e muito mais palatável aos ouvidos. Isso se traduz através das sempre fortes linhas vocais de Jeff Scott Soto e pela presença constante de melodias e coros vocais, além de refrãos cativantes.
É claro que em um álbum que se enquadra em um gênero como o metal progressivo, as longas passagens instrumentais não só fazem parte do pacote como também ocupam lugar de destaque. E o Sons of Apollo utiliza com sabedoria essa característica, com trechos onde o foco não está no umbigo ou no ego dos músicos, mas sim no resultado que nasce da união de instrumentistas tão talentosos como os nomes aqui envolvidos.


Psychotic Symphony não tem nada de psicopatia em suas nove músicas. A união dessas canções resulta em um disco extremamente redondo e eficaz, que não perde o seu foco em praticamente nenhum momento e que tem força para trazer o prog metal para o topo novamente em um momento onde as principais referências recentes do estilo andam em baixa.
Para os fãs do Guns N’ Roses, um adendo: Ron Thal explora aqui um lado totalmente desconhecido de sua musicalidade, deixando de lado o hard rock escola Axl Rose e entrando de corpo e alma em um universo muito mais complexo. O guitarrista é um dos destaques de Psychotic Symphony, tanto pelos seus riffs quanto pelos solos inspirados que entrega. Aliás, essa ótima performance acaba sendo uma constante, pois todos os cinco músicos estavam em um momento particularmente inspirado. Soto dá a Portnoy a oportunidade de realizar um som mais agressivo devido à amplitude e ao timbre mais grave de sua voz, o que era impossível com o tom agudo de James LaBrie (e os mais maldosos afirmarão, não sem uma certa dose de verdade, que o baterista finalmente encontrou um bom vocalista para explorar todas as possibilidades do metal progressivo).


Já o trio Billy Sheehan, Derek Sherinian e Mike Portnoy funciona como o alicerce que sustante o Sons of Apollo. O entrosamento e a química entre os três é um ponto que chama a atenção durante todo o disco. Sheehan é um animal em seu instrumento, enquanto Sherinian pode aqui brincar muito mais com a sua criatividade do que no universo hard rock do Black Country Communion - “Lost in Oblivion”, “Divine Addiction” e “Opus Maximus" são ótimos exemplos. Já Portnoy retorna com a classe habitual ao seu mundo, com batidas e levadas que justificam todo o status de um dos maiores baterista do planeta. E confesso: é muito bom vê-lo novamente explorando a sua personalidade progressiva.
Psychotic Symphony abre e fecha com duas tour-de-force, “God of the Sun” e “Opus Maximus”, ambas com mais de dez minutos de duração. No meio do tracklist ainda temos “Labyrinth" e seus mais de nove minutos e instrincadas passagens instrumentais. Essas três peças são prog metal do mais alto quilate, com o tempero hard rock que acaba dando a personalidade única do Sons of Apollo. As demais faixas do disco soam mais concisas porém não menos complexas, e demonstram que a banda consegue ser objetiva equilibrando egos e currículos em composições que funcionam de maneira imediata.

Confesso que tinha uma expectativa bastante elevada em relação a esse disco, porém não imaginava que ele seria tão bom quanto realmente é. Com uma estreia de tão alto nível, o Sons of Apollo coloca-se de maneira instantânea como a provável prioridade das carreiras de todos os envolvidos - ok, talvez Billy Sheehan ainda deixe o Mr. Big um pouco mais à frente. Que vários novos álbuns venham no futuro: isso é o que desejo para os poderosos Filhos de Apollo!
Texto retirado do Collectors Room!!!

Jeff Scott Soto - Vocal
Ron "Bumblefoot" Thal - Guitarra
Billy Sheehan – Baixo
Derek Sherinian – Teclados
Mike Portnoy - Bateria

Tracklist de “Psychotic Symphony”
1. God of The Sun
2. Coming Home
3. Signs of the Time
4. Labyrinth
5. Alive
6. Lost In Oblivion
7. Figaro’s Whore
8. Divine Addiction
9. Opus Maximus

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sons of Apollo: novo supergrupo lança primeiro single do vindouro álbum

Sons Of Apollo, a nova banda com os ex-membros do Dream Theater Mike Portnoy e Derek Sherinian ao lado de Ron "Bumblefoot" Thal (ex-Guns N 'Roses), Billy Sheehan (The Winery Dogs, Mr Big, David Lee Roth) e Jeff Scott Soto (ex-Journey, Yngwie Malmsteen's Rising Force), lançará o seu álbum de estreia, Psychotic Symphony, no dia 20 de outubro via InsideOut Music.


O disco foi produzido pela dupla de produção dinâmica Portnoy e Sherinian, também carinhosamente conhecida como "The Del Fuvio Brothers", que é o apelido que lhes foi dado há mais de 20 anos durante o seu tempo juntos em Dream Theater.

Psychotic Symphony track listing:
01. God Of The Sun
02. Coming Home
03. Signs Of The Time
04. Labyrinth
05. Alive
06. Lost In Oblivion
07. Figaro/S Whore
08. Divine Addiction
09. Opus Maximus

Mike comenta: “Signs Of The Time foi a primeira coisa que eu mesmo, Derek e Bumblefoot escrevemos quando nos reunimos para começar a escrever para o Sons Of Apollo em março deste ano. Começa com este Bumbleriff pesado e brutal e então entra em um verso legal com uma melodia vocal de duas partes que eu escrevi cantada por Jeff e eu ... que, eventualmente, abre para um grande gancho vocal no coro que Jeff escreveu (cantado em três partes Harmonia de Jeff, eu e Bumblefoot). Os riffs da seção do meio são algumas coisas que Derek trouxe e mostra por que ele é o tecladista mais badass do ramo. E depois temos a longa e prolongada quebra e o solo de guitarra, que mostra por que o Bumblefoot é um dos melhores guitar heroes de hoje! Este álbum vai lhe dar o reconhecimento que ele realmente merece e este solo de guitarra particular é um dos solos mais saborosos e insanos que eu já ouvi”.

Mike Portnoy, Derek Sherinian e Billy Sheehan já fizeram turnê juntos em 2012 e 2013 como PSMS (junto com o guitarrista Tony MacAlpine), tocando todas as versões instrumentais de cada uma das suas músicas gravadas anteriormente. Sons Of Apollo é a progressão lógica, adicionando um vocalista e criando material totalmente original. A banda incorpora o estilo progressivo e a proeza técnica individual que Portnoy e Sherinian compartilhavam no Dream Theater, combinada com o groove de Van Halen, Deep Purple e Led Zeppelin.

"Eu conheço Mike e Derek por um longo tempo, então, quando eles propuseram o Sons Of Apollo, eu aceitei isso imediatamente", diz Thomas Waber, gerente de etiquetas / A & R internacional da InsideOut Music. "No entanto, o álbum que eles acabaram gravando excedeu as minhas já altas expectativas por uma longa milha! Não podíamos estar mais felizes sobre isso!"

Abaixo você pode conferir a capa de "Psychotic Symphony" e o primeiro single do vindouro álbum.