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terça-feira, 6 de junho de 2017

King Diamond - The Spider's Lullabye, 22 anos

Em 6 de junho de 1995 o grande King Diamond atingia um dos pontos altos de sua carreira com o lançamento do excelente "The Spider's Lullabye". Este é o 6º álbum de estúdio do Rei Diamante.


Com mais uma história de terror, esse disco se baseia em um personagem chamado Harry, que se encontra com aracnofobia e procura ajuda com um estranho doutor chamado Eastmann e claro, o final dessa história não poderia ter sido dos melhores.
Iniciando os trabalhos com From The Other Side podemos sentir um belo riff virtuoso e veloz juntamente com um refrão bastante melodioso. Seguindo para Killer notamos um belo "abuso" de um teclado sempre acompanhando a música, King também como sempre, faz um belo uso de seus agudos. The Poltergeist tem uma bela introdução seguindo a linha da anterior, que ao decorrer da música surge um certo poder e peso.


Com um belo solo no início, Dreams se inicia rápida e pesada e emenda com a belíssima Moonlight, uma música marcante, com belos solos e linha de baixo perfeitos. Six Feet Under, deixa "King" mais a vontade chegando a lembrar e muito os trabalhos anteriores. A faixa-título se torna épica, pois ao escutada nos vem a sensação de estarmos diante do "Mestre das Trevas" em um belo filme de terror.
Surgindo o melhor trabalho do disco Eastmann's Cure, notamos que toda a técnica e perfeição se encontra na mesma, com um refrão que gruda fácil na mente, ótimas passagens de guitarra e solos, com uma bateria muito rápida e constante nas pegadas. Com o teclado sendo muito marcante em todo o disco praticamente, Room 17 entra com uma bela introdução, arrastada e bem sombria que continua com um belo clima de terror que o disco impõe de maneira triunfal. Finalizando com a mais diferente do disco, To The Morgue centraliza tudo o que foi feito durante o disco nela, coisa que com certeza poderia ter ser tornado um clássico do "Rei".


Considerado um disco fraco por muitos, mas por ser um trabalho com a banda reformulada de King Diamond, o torna especial e de fácil audição, basta apenas ter paciência em digeri-lo, aí então se percebe que é uma grande obra. Inclusive foi através desse disco que tive meu primeiro contato com o músico, acabou virando um dos meus preferidos. Altamente recomendado.

Track list:
From The Other Side
Killer
The Poltergeist
Dreams
Moonlight
Six Feet Under
The Spider's Lullabye
Eastmann's Cure
Room 17
To The Morgue

domingo, 4 de junho de 2017

Dream Theater , 10 anos de Systematic Chaos

Há exatamente 10 anos (como a gente fica velho rápido) o Dream Theater presenteava seus fãs com mais um grande disco. O pesado "Systematic Chaos", 9° disco de estúdio.



Após o lançamento de Quando do lançamento de seu sétimo álbum junto à gravadora Warner, o Dream Theater mostrou-se desapontado com a falta de apoio que a banda recebeu. "Nossa antiga gravadora se apoiou em nossos fãs para fazer tudo... eles poderiam ter financiado melhor as gravações e ter colocado CDs nas lojas," disse Portnoy.
Em 8 de fevereiro de 2007, o Dream Theater assinou contrato com a gravadora Roadrunner para lançar o novo álbum. "Systematic Chaos" foi praticamente escrito e gravado na ocasião da assinatura do novo contrato. Ironicamente, a Warner, antiga gravadora da banda comprou a Roadrunner uma semana depois de o Dream Theater ter assinado contrato com a Roadrunner . rsrsrs
Mike Portnoy passou um mês dirigindo e editando um documentário intitulado Chaos In Motion: The Making of Systematic Chaos, que foi lançado na edição especial do álbum.
O disco bônus da edição especial também inclui uma mixagem 5.1 do álbum inteiro.

A turnê "Chaos In Motion" foi de 3 de junho de 2007 a 4 de junho de 2008. A turnê mundial contemplou 115 shows em 35 países. Muitos concertos foram gravados para o quarto DVD da banda, intitulado Chaos In Motion 2007/2008.


Systematic Chaos - Faixa a Faixa

 

In the Presence of Enemies

John Petrucci escreveu quatro das sete músicas do álbum, contando uma história de ficção em cada uma delas. A primeira música a ser gravada é o épico de 25 minutos "In the Presence of Enemies" ("Na Presença de Inimigos"), que foi descrita por John Petrucci como sendo "a epítome de uma criação do Dream Theater". Ele também descreveu a música como "muito progressiva, muito longa", também notando que foi um bom ponto de partida para as outras composições do álbum. A música foi dividida em duas partes, uma vez que foi considerada boa tanto para abrir quanto para fechar o disco. De acordo com Mike Portnoy, a banda sentiu que ela era longa demais para abrir o álbum, mas eles não queriam encerrar o álbum com uma música longa, como haviam feito no último álbum. A música, entretanto, é normalmente tocada inteira nos shows.

Forsaken

John Petrucci disse que "Forsaken" ("Abandonado") é uma história contada através de uma "estrutura musical curta". A música fala de uma pessoa que é visitada à noite por uma vampira. Enquanto o homem acredita estar sendo levado a ver "coisas bonitas", na realidade está tendo seu sangue sugado pela vampiresa. Um videoclipe em anime foi produzido pelo estúdio japonês Gonzo e dirigido por Yasufumi Soejima, e foi lançado em 26 de janeiro de 2008. A banda deu permissão a Soejima para livre criação no design do clipe, que foi ambientado num cenário futurista.


Constant Motion

Mike Portnoy escreveu "Constant Motion" ("Movimento Constante") como uma metáfora para o transtorno obsessivo-compulsivo. Ela contém um andamento "pesado, acelerado, apressado", que segundo Mike Portnoy simboliza o movimento constante de suas inúmeras responsabilidades, para com a banda e seus projetos paralelos. Para "Constant Motion", a banda produziu seu primeiro videoclipe em mais de uma década. A faixa foi disponibilizada para download para o jogo de videogame Rock Band na época. Essa até hoje grande executada é um dos grandes momentos nos shows devido sua pegada mais direta que em várias partes descamba sem dó para o Thrash Metal.


The Dark Eternal Night

Em "The Dark Eternal Night" ("A Eterna Noite Escura") John Petrucci fala sobre um faraó que viveu há muito tempo e retornou como um monstro para aterrorizar uma cidade. O final da música contém um solo improvisado de continuum que foi feito por Jordan Rudess enquanto a bateria estava sendo gravada. Os demais membros da banda gostaram tanto do solo que ele foi incluído definitivamente na música. Mais um grande momentos nos shows até hoje.

Repentance

Essa sem dúvidas é um dos mairoes clássicos da banda. Mike Portnoy escreveu "Repentance" ("Penitência") como a quarta parte de sua "Twelve Step Suite", uma coleção de músicas de vários álbuns do Dream Theater que falam de sua jornada nos Alcoólicos Anônimos. A música discute os passos oito e nove do tratamento, que lidam com fazer uma lista das pessoas com a qual agiu-se errado e, se possível, fazer algo direto para remediar isso.
Mike Portnoy, que em 2007 encontrava-se sóbrio por 7 anos e meio, convidou seus amigos e colegas músicos Mikael Åkerfeldt, Jon Anderson, David Ellefson, Daniel Gildenlöw, Steve Hogarth, Chris Jericho, Neal Morse, Joe Satriani, Corey Taylor, Steve Vai e Steve Wilson para gravarem com suas vozes trechos pedindo desculpas, expressando arrependimento ou culpa, sinceras e de si próprios. Estas gravações foram colocadas ao longo da música. Mike Portnoy dedicou "Repentance" a "Bill W. e todos os seus amigos". Bill W. foi um dos fundadores do grupo dos Alcoólicos Anônimos. Mike Portnoy encerrou a Suíte dos AA no próximo álbum do Dream Theater, Black Clouds & Silver Linings, com a faixa "The Shattered Fortress", mas isso é história para outro dia. rsrs

Prophets of War

Prophets of War" ("Profetas da Guerra") foi escrita por James LaBrie (vivaaaaaa), que baseou-se vagamente no livro The Politics of Truth, de Joseph C. Wilson. A letra fala de possíveis motivos além dos divulgados para a Guerra do Iraque. O título é um trocadilho onde a palavra "prophets" pode ser confundida com "profits" (lucros). Durante a gravação da música, Mike Portnoy sugeriu que fãs poderiam cantar certas partes do refrão. Em resposta à mensagem colocada no site da banda, cerca de 400 fãs apareceram do lado de fora do estúdio para a gravação, mas só havia espaço para 60 felizardos.

The Ministry of Lost Souls

Com quase 15 minutos de duração, "The Ministry of Lost Souls" ("O Clérigo das Almas Perdidas"), escrita por John Petrucci, fala de uma pessoa que morre enquanto salva uma mulher de se afogar. Entretanto, a mulher salva enche-se de arrependimento e culpa, até que ela consegue se reencontrar com seu salvador.
 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Artillery - By Inheritance (1990)

Há 27 anos o lendário Artillery (The Official Page) entrava na década de 90 com lançamento de um dos melhores discos se sua carreira e da história do Thrash Metal.

O imponente "By Inheritance" traz a banda em seu maior nível técnico até o momento, a melódica e técnica intro "7:00 From Tashkent" já da uma boa mostra da catarse sonora que estaria por vir.
A brutal abertura com "Khomaniac" e todas as suas mudanças de tempos e riffs ao longo de quase 7 minutos é uma verdadeira viagem dentro do estilo. Até hoje está pra mim é o ponto alto do show e aonde Michael Stützer Hansen mostra porque mesmo sem o devido reconhecimento da grande maioria das pessoas que ouve metal, ele é um dos grandes guitarristas e compositores dentro do estilo. Flemming Rönsdorf também da show nessa faixa e se mostra bem confortável com esse "novo Artillery mais limpo e mais técnico.

A pedrada segue com a bangueante "Beneath the Clay (R.I.P.)" e seu andamento ora cadenciado, ora mais veloz, um convite pro mosh e mais um grande momento nos shows da banda até hoje, as linhas de bateria de Carsten Kjær Nielsen ao longo do disco e principalmente nessa música são insanas. A faixa que vem em seguida e que da nome ao disco remete bem a aquele Artillery mais direto dos primeiros discos mas nos entrega bem mais que isso, prova que a banda está muito mais madura, aqui em meio a passagens brutais, velocidade e pancadaria sem dó, investe num refrãozão bem melódico e mais cadenciado. Não precisa ser veloz o tempo todo para ser pesado, mais um ponto positivo para a banda que acertou em ser ousada.

"Boombfood" começa diferente, tem um andamento diferente, é uma das marcas desse "novo Artillery", privando por boas melodias sem largar mão do peso, da para dizer que essa música nem um Thrash Metal ela é, mas ela se enquadra perfeitamente no contexto do disco e traz um dos melhores solos dos irmãos Michael e Morten, que até então era baixista da banda e aqui faz sua estreia nas seis cordas. A semi-balada ganha corpo próximo de seu final e descamba sem dó para partes pesadas e velozes até voltar as suas partes mais calmas e dedilhadas, Flemming faz aqui mais uma grande performance e é um dos destaques da música.
As mudanças de tempo e melodias definem bem esse petardo e a faixa "Don't Believe" pode muito bem resumir o disco, cara de balada, passagens que remetem ao metal tradicional com riffs e viradas avassaladoras. Flemming aqui não é só um vocal de Thrash Metal, é um cantor completo viajando sem o menor pudor por passagens gritadas e mais agressivas e seus belos vocais limpos.
Após duas faixas mais diferentonas e digamos, até mais rediofônicas para a época, o Thrash retorna com força na veloz "Life In Bondage" além de suas passagens melódicas tem uns contratempos insanos e bem colocados, sem soar chato demais e ainda sim com uma veia mais Prog. Dessa vez quem rouba a cena é a ótima cozinha formada pelo baterista Carsten Nielsen e pelo estreante nas 4 cordas Peter Thorslund. A título de curiosidade, o baixista dos dois primeiros discos era o próprio Morten Stützer, que aqui assumiu a segunda guitarra.


"Equal At First" é pouco lembrada em show mais atuais, mas segue a pegada mais trampada do álbum e tem belos solos, cozinha cadenciada mas bem concisa e vocais fortes. A banda dessa vez investiu em um cover, e não apostou errado, o que já era bem pesado ganhou mais corpo ainda com a banda que fez em "Razamanaz", música da banda escocesa Nazareth um trampo foda. A música caiu com uma luva na pegada da banda, já que ela tem grandes solos e uma bateria pesadíssima e marcante, fora os vocais de Flemming Rönsdorf, que se assemelham demais em alguns momentos com os vocais clássicos e inconfundíveis de Dan McCafferty.

A última faixa "Back In The Trash" (sem H mesmo) promete aquilo que o seu nome já diz, essa tijolada aqui poderia muito bem figurar em qualquer um dos dois primeiros discos clássicos da banda. Seu andamento é mais direto, é mais Thrasão mesmo, mas a marca mais trampada desse novo trabalho aparece muito bem na faixa, lá pela sua metade a banda investe mais uma vez em passagens com influencias mais Progs e contratempos mais variados, mas sem largar mão de seu estilo, essa mistura Thrash com passagens mais complexas é uma marca da banda que até então chegaria em seu ápice, mas em cada disco que veio após este ela só melhorou.

Como as vezes nem sempre toda boa fase mostra a verdadeira realidade das coisas, após a turnê de By Inheritance a banda encerrou suas atividades em 1991, pouco mais de um ano após o lançamento do disco, e deixou seus fãs órfãos de novos discos até meados de outubro de 1999, mas aí já é história para outro dia....

Flemming Rönsdorf - Vocal
Michael Stützer - Guitars
Morten Stützer - Guitars
Peter Thorslund - Bass
Carsten Nielsen - Drums

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Therion - Lemuria e Serius B

O que faria uma banda como o Therion lançar dois cd’s simultaneamente, com 21 músicas, praticamente um show completo, sabendo que a banda poderia muito bem lançar um cd simples obtendo o mesmo impacto? A resposta é: muito material... e material diversificado o suficiente para ser colocado em dois cd’s? Seria mais uma extravagância de Christopher Johnsson e seus asseclas? Ou de fato a banda entrou numa onda criativa tão forte que não havia como evitar o duplo lançamento?
Há 13 anos o Therion lançaria dois grandes clássicos de sua carreira, os excelentes Lemuria e Serius B.



Ouvindo “Lemuria” podemos concluir que o Therion em parte teve uma crise de saudosismo e voltou em parte ao seu passado death, antes de lançar o aclamado “Theli”. “Typhon” é pura porradaria, com os elementos clássicos de sempre, mas com as guitarras em evidência total. Os vocais guturais se misturam perfeitamente ao lírico. O mesmo acontece em “Uthark Runa” (com sua levada super cadenciada) e na fantástica “Three Ships of Berik” (dividida em 2 partes: uma mais épica e outra mais agressiva, como se fosse uma batalha medieval... coisa que Joey De Mayo gostaria de ter composto). Há espaço para belas baladas (aonde os vocais líricos dão show) como “Lemuria” e “Feuer Overt re” e músicas mais agressivas como “Abraxas” (quase um heavy oitentista), além da primorosa “The Dreams of Swedenborg”, que com sua levada complexa, se torna a melhor do cd. Ainda é o Therion de sempre, mas esse peso adicional com certeza surpreendeu.


Já “Sirius B” é o Therion indo cada vez mais fundo na proposta inicial de retorno as origens, só que com maior e mais constante presença das orquestrações, mas mesmo assim ainda soando extremamente brutal. “Blood of Kings” e “Son of the Sun” (com uma pegada gótica) abrem o cd com peso e agressividade, com vocais rasgados e potentes alternados a vozes femininas suaves e tocantes. “The Khlysti Evangelist” mantém o nível, seguida pela melhor dos dois cd’s, “Dark Venus Persephone”, aonde o Therion death e o Therion orquestrado se fundem num só na perfeição total. Outros grandes momentos podem ser encontrados nas duas partes da suíte “Koli Yuga” (peso e orquestração na medida certa”) e na quase hard “Melek Taus”, além das suaves “Call of Dugon” e “Sirius B” (aonde as orquestrações se sobressaem). Nitidamente um grande cd, trazendo o Therion de sempre, só que mais pesado. Falar que a banda é competente chega a ser redundante diante do que ouvimos nos dois cd’s.


De fato os dois cd’s possuem esta característica em comum: são extremamente pesados, porém “Lemuria” deixa esse peso se sobressair, enquanto que “Sirius B” é mais ligado ao estilo tradicional do Therion. Dois grandes lançamentos, que não competem entre si e se completam de forma excepcional.