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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ancient Empire - Other World

Quando o assunto é NWOTHM logo lembramos de bandas suecas ou inglesas, afinal, o berço de ótimas bandas é de lá. Mas a cena americana cada dia nos surpreende, e mostra sua força imensa. Basta colocar no play discos como "Other World" do Ancient Empire, banda que já vem de um ótimo lançamento datado de 2014, mas esse disco alcançou um patamar gigante na escala qualitativa de 2016. Eu já falei sobre o Ancient Empire aqui, resenhei seu disco anterior (veja aqui: When Empires Fall) e garanto a vocês, esses monstros não vão parar tão cedo! O fantástico último disco, entrou facilmente na minha lista de melhores do ano de 2016, e lá ocupou o quinto lugar!


Sobre o disco podemos dizer que é feito um Heavy Metal cru, simples, viciante, com uma bateria simples e cativante, bases viciantes, um baixo presente e metalizado, e um vocalista virtuoso, possuidor de uma voz potente, e em cada melodia temos um "refrão chiclete". Logo na abertura do disco temos a maravilhosa obra "Fight Another Day", que nos prepara para o álbum inteiro, simples, direta e eficaz, uma música que todo fã de metal vai gostar! "Dark Before the Dawn" é uma música extremanente 80's, uma das audições mais empolgantes do álbum todo, riffs maestrais e executados precisamente, um baixo rítmico e uma bateria tão suave mas tão presente. Aviso, a próxima música contém altas doses de Metal e pode fazer seus ouvidos de alface serem esmagados. Seria a brutalidade? Não, a altíssima qualidade envolvida em "Embrace the Horror" mostra que é uma música que tem tudo que é de seu direito, cavalgadas nas bases, bateria mais despojada, um baixo mais "livre", e um vocal na medida correta para uma obra de arte, sem mencionar os solos, que não se tratam de pura velocidade, mas sim de feeling, o que enriquece muito o som. "Resistance" lembra claramente a veia NWOBHM, sem muitos comentários sobre esta faixa, apenas ouça e deixe o som fluir em você. 

A faixa-titulo do álbum provavelmente é a que contém a maior presença de elementos rápidos, como bases, linha de bateria e um vocal inspirado. Em "Shadows of War" a influência do NWOBHM é novamente bem clara, bases em power achords, bateria extremamente Old School, e o vocal que por si só já é uma obra New Wave. Bem vindo a faixa mais cadenciada e 'lenta' do álbum, "The Forsaken" é uma voadora de qualidade e beleza. A última faixa, "The Empire of Man", é um conglomerado de elementos Speed, e se trata da música mais longa do álbum, 7 minutos de pura emoção e qualidade. 

Não tem como dar qualidades a cada música, porque se não, passaria o dia fazendo isso. Então meu conselho é, ouçam esse disco, vejam que tudo o que falo é verdade, comprem, apóiem a cena do Metal, mostrem que são verdadeiros Headbanguers, e não apenas caras que ficam na frente do PC se dizendo sabichões.

Redigido por: Yurian Paiva

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ancient Empire - When Empires Fall

Quando dizemos "Nova Onda do Metal Tradicional" muitas bandas vem a nossa mente, Skull Fist, Monument, Metal Inquisitor, Cauldron, Night Demon, Angel Sword, SteelWing, Spellcaster, Elm Street, Enforcer, Ambush e muitos outros. Mas um dos nomes menos lembrado é justamente do Ancient Empire, e isso é um erro. Pois a banda tem como base o verdadeiro metal em sua composição, aja visto o disco que destacarei hoje para vocês.



Peso, qualidade, beleza, classissismo, características únicas de um sucesso renomado. Muitos se perguntam qual é o segredo para se voltar no tempo, e aqui esta a resposta! O disco de 2014 do AE contém todos os elementos do sucesso, e também contém o poder de te fazer volta aos anos 80, e sem perder a modernidade!

Pode parecer loucura, mas assim que você põe play no disco, você se apercebe o quão grandioso é isso. São 9 músicas de pura pressão e puro sentimento. Riffs grudentos, bases carregadas, passagens cavalgadas, baixo presente, bateria rítmica, e um vocal insanamente calibrado e bem timbrado. Não tem como especificar mais, é uma obra de arte feita para se apreciar. Além da capa muito bem feita, o disco conta com um pequeno suporte, as letras das melodias!

Desde a primeira canção, "Shadow of The Cross", ouvimos como o vocal de Liszt
 é uma maravilha de outro mundo. Sua voz calma e presente enriquecem um instrumental veroz e direto. Durante todo o disco, as variações vocais surpreendem nossos ouvidos tão acostumados com o bom e velho Heavy Metal! Os destaques desse play (além de todas as faixas), são as músicas "Shadow of The Cross", "The Final Day", "Prophecy Revealed" e "When Empire Falls".

Esse play é algo que deveria ser obrigatório a todos! Se você que ainda tá no colinho dá mãe, e tem medo de ouvir até Skull Fist, pare com essa frescura, ouça esse disco, e acabe de uma vez com seu preconceito de bandas novas!



Redigido por: Yurian Paiva