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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Dark Avenger - The Beloved Bones: Hell

Quando nascemos, antes mesmo de abrirmos os olhos, nosso primeiro contato com o mundo é através da audição, e as vezes acabamos negligenciando tal sentido. Mas quando aprendemos a falar, entendemos o sentido das palavras e como eles podem mudar nossa vida e interpretação de uma situação. Na música isso não é diferente. É prazeroso ouvir um som onde ao lermos a letra possamos traçar uma história, um contexto com nexo conciso. Porém no Metal, muitas bandas se esqueceram de que um disco é muito mais que apenas som. O conceito muitas vezes é pobre ou deixa a desejar, e isso as vezes passa uma sensação de descaso com o fã.. Mas existem bandas que conseguem conciliar um som maravilhoso com um conceito espetacular, e quando isso é feito, somos maravilhados com verdadeiras obras de arte.

Isso se da com o novo disco do Dark Avenger. O quinteto do Distrito Federal já é conhecido dos headbangers, ativa desde 1993 a banda enfrentou um hiato de 4 anos entre 2005 e 2009. Com ótimos discos, sendo o último o disco Tales Of Avalon: The Lament de 2013. Desde então a banda estava sem novidades. Eis que após um esforço de quase 3 anos, entre composições e gravações, o novo disco conceitual da banda ganha vida! "The Beloved Bones: Hell" é a primeira parte de dois lançamentos que trata sobre a mente humana. Falemos um pouco sobre o conceito e a fixa técnica do disco.


O conceito do disco é complexo, afinal, a mente humana é extremamente incerta. Tratar de sentimentos pode parecer algo simples, porém se feito de uma maneira correta, um simples adjetivo pode se tornar uma obra. Eis que o novo disco do Dark Avenger, chamado de "The Beloved Bones: Hell", trata dos conflitos internos entre o 'Racional' e o 'Emocional' de uma maneira majestosa. O conceito do disco fixa em como 'Racional' e 'Emocional' são responsáveis pela derrocada do 'Eu'. A complexidade de se lidar com um dos lados pode significar a destruição de uma relação ambígua. Afinal, o 'Emocional' é incoerente, errôneo e posterga a própria existência, enquanto o 'Racional' é duro e resoluto. Trazer o cotidiano da mente humana para uma peça teatral foi uma verdadeira tacada de mestre. Pois, no fim, nossa mente é o ambiente mais obscuro do universo.

A capa do disco é um trabalho maravilhoso do artista francês Bernard Bitler, que passa toda a sensação e a feição de um 'Eu' desconstruído e que vive em um inferno (Infelicidade) devido a seus conflitos e escolhas incertas. Todo o lirismo do disco foi incorporado a beleza dessa capa, com traços belos, feições bem sentimentais e com toques que constatam o belo e o sombrio. A produção e mixagem esteve a cargo do guitarrista Glauber Oliveira e seu estúdio Asylum Studio, situado em Brasília. Já​ a masterização, ficou com o renomado Tony Lindgren, do Fascination Street Studios, Suécia. Tony já trabalhou com grandes nomes do Metal como Angra, Dragonforce, Enslaved, Katatonia, Sepultura, Soilwork, e diversos outros. Isso garantiu uma sonoridade moderna e pesada mas sem se tornar massante e muito menos sem perder as características da banda.



O capítulo UM desta saga se chama Inconsciência e diz: "Cansado de ser ignorado por um EMOCIONAL incoerente que com  seu comportamento desmedido e impulsivo despreza o significado  da vida, postergando decisões cruciais que colocam a própria  existência em perigo, um ultrajado RACIONAL irrompe do âmago  da psique humana para esbravejar um sermão eloquente e  sarcástico contra o seu companheiro de personalidade.   

“Quem é você?” Gagueja um acuado EMOCIONAL, acostumado a  uma vida de ilusões desregradas e sem interferências externas.'"
Logo que se inicia a audição do disco vemos o quanto este capítulo combina com o que se é ouvido. Uma linha clássica com sua orquestração profunda e absurdamente tocante, com passagens que transmitem melancolia, dor e suspense, trabalha em conjunto com guitarras pesadas que são a cargo de Glauber Oliveira (tanto guitarra, quanto orquestração) e Hugo Santiago, um coro sublime, uma bateria bem definida e bem executada por Anderson Soares e um baixo bem claro graças a o grande Gustavo Magalhães, dando toda a classe e autenticidade belíssima faixa título "The Beloved Bones. O conjunto se prepara para entrada do vocal caracteristico de Mário Linhares, sua voz forte, bem modulada e que altera bem entre os tons põe o toque final a uma obra de arte. Logo no início da letra desta música ouvimos o 'Racional' dizendo firmemente quem é ele: "Eu, eu sou o Mestre da insignificância; Eu sou 
aquele que rege o vazio, o tempo e o espaço, antes mesmo que a vida existisse. Sim, Eu, que a tudo  observo, vim para te dizer que o ser mais perfeito já criado, veio defeituoso!".


No capítulo DOIS, Negação, lemos: "'A teimosia em refutar a premente necessidade em resolver o  sofrimento persistente revelado nas argumentações do RACIONAL,  conduz a uma confrontação crucial sem precedentes entre os  indivíduos. Agora, o outrora e não mais inconsciente EMOCIONAL  tenta desmerecer e minimizar a constrangedora situação ao negar  a própria existência do seu oponente.'" Um confronto duro após a confirmação de que o Emocional não está sozinho se inicia. A confrontação do Racional faz com que o Emocional tente desmerecer seu oponente, porém sem sucesso. Novamente, a roupagem da música trás esse clima de confronto para o ouvinte. "Smile Back To Me" flerta com o Progressivo transmitindo técnica e exuberância para a faixa, mas sem perder o peso, que é uma das características do disco. A faixa consegue nos fazer sentir como se fosse a trilha sonora de todos os nossos confrontos internos. Seguindo o lirismo da música, novamente vemos o quão duro e resoluto é o Racional que diz: "A verdade é uma sombra que brilha apesar da escuridão, e se agiganta engolindo a incerteza quanto mais perto estivermos da luz." O solo executado é extremamente técnico e rápido, fazendo seu papel de completar a faixa de forma absurda. 

Todos nós já fugimos de alguma situação, é esse TERCEIRO capítulo aborda esse tema dizendo: “Tudo se resolverá no momento certo”. A resposta vazia e sem convicção dada pelo EMOCIONAL pareceu uma saída furtiva para a  responsabilidade de resolver as questões que afetavam a ambos.  “Quanto mais tentares evitar encarar a dor, mais ela crescerá  dentro de ti. Este é o único momento que se perde o domínio da própria vida.” Falou um resoluto RACIONAL." Aqui o Racional mostra o quanto o Emocional é frágil e fraco, e ele decide desafia-lo: "Venha, eu te desafio e te ordeno, venha e  siga! Sem âncoras, sem dor! Chega de sofrer! Venha, deixe as tristezas e os grilhões para trás. Navegue, navegue sempre adiante. Seja você mesmo a te nortear nas tuas necessidades." Na música "King For A Moment" uma atmosfera mais teatral é adicionada ao som, com arranjos mais orquestrais, um vocal que busca e flerta com diversas nuances. Nesta faixa, o solo apresenta um feeling introdutório de dar inveja a muitos grandes nomes, e que logo se desdobra em velocidade e técnica.

O quarto capítulo desta peça, se chama VITIMIZAÇÃO: "O jogo muda. O EMOCIONAL outrora defensivo passa a ter mais e mais consciência da sua falta de determinação mas, ao invés de  resolver os problemas que causam infelicidade e sofrimento, ele passa a culpar a sua existência como a origem de todos os problemas. Esse comportamento de vitimização traz uma grande ira ao RACIONAL que passa a desprezar mais ainda o EMOCIONAL." O desprezo do Racional é evidente em sua fala: "Tu és um completo desperdício de existência, um receptáculo inútil para uma alma. Criatura de comportamento ofensivo, de futuro errante e  incerto, um tolo da cabeça aos pés." E o desprezo é capaz de ser sentido na faixa "The Loathsome Carcass", o instrumental mais lento e sucinto enriquece o lirismo da música, uma bateria bem construída, junto a uma base mais cadenciada vivificam as palavras cantadas e transmitem esse desprezo que o Racional sente para o ouvinte. O solo da música é uma jóia a parte, construído de uma forma simples e consistente, com seus ápices que nos empolgam. Um ponto legal de se mencionar sobre a faixa são as passagens onde é possível ouvir de fundo sons mais tribais, dando um ponto a mais para a banda.

Todos, sem exceções, já passamos pelo QUINTO capítulo desta saga. Intitulado de Raiva, o capítulo fala: "Em um clima beligerante e desesperado RACIONAL e EMOCIONAL se confrontam tentando manter suas posições na batalha pelo EU. O EMOCIONAL encara o RACIONAL como um obscuro inimigo interno. Por outro lado, o RACIONAL enxerga o EMOCIONAL como a parte frágil da personalidade que está conduzindo o EU para sua  própria destruição. O RACIONAL decide abandonar a disputa." Desta feita, o Emocional ataca o enfurecido Racional, dizendo: "Tão frio e hostil, eu sinto a tua sombra sobre mim. Com esses olhos grandes, escurecidos,  enegrecidos; tu és na verdade um animal que se  esconde aqui dentro." Toda a desconfiança e o ataque do Emocional pode ser sentido pelo vocal mais suave, e a resposta mais dura do Racional, já cansado dessas atitudes desesperadas, pelo vocal mais agressivo e direto. O instrumental da faixa conta com uma grande ajuda do baterista Kaio John (Harllequin) e que também tocou no último disco da banda, "Tales of Avalon: The Lament". Falar do Kaio é meio que desnecessário, o cara é um trator atrás de seu kit de bateria e foi muito feliz em poder passar toda a brutalidade que a música e sua letra pedem, uma das melhores músicas da banda e do Metal nos últimos anos. As guitarras despejam riffs pesados enchem a faixa de qualidade e violêcia. O solo  é um dos mais marcantes do disco, é só faz em contribuir para o grande ponto alto do disco, "Parasite".

Súplica é o título do SEXTO capítulo da obra: "Finalmente o EMOCIONAL admite-se inepto em lidar com os  problemas sozinho. Ele altera o discurso de auto depreciação pela  super valorização da sua importância na existência do EU. Com um “choque de realidade” em um discurso contundente, o RACIONAL exige que este abandone a visão egoísta e não colaborativa, em prol do fim do ciclo vicioso de insatisfação e sofrimento. O inesperado então acontece: o EMOCIONAL suplica que o RACIONAL resolva os problemas sozinho."

Desta feita, o Emocional passa a se valorizar tanto a ponto de se chamar de herói, porém o rígido Racional logo quebra o discurso egoísta de um ser insignificante: "Tu não és nenhum herói. Está longe de ser um. Tu és apenas uma mentira com alma, carne e osso. Tu não és herói coisa nenhuma. És apenas um  fantasma nessa tragédia. Tu serves apenas para  errar e rastejar, rastejar como um verme.". Em "Breaking Up, Again", como um grande herói, o discurso egoísta de Emocional é seguido por um clima triunfal, mas assim que Racional quebra este discurso, o instrumental se torna um mar revolto, assim como os novos confrontamentos. Novamente, o trio responsável pelas cordas Glauber e Hugo nas guitarras e Gustavo no baixo se mostram eficazes e decisivos para um som muito pesado e grudento. Os vocais de Mário mais uma vez prontamente dão um toque majestoso a música, ouso dizer que por enquanto essa é a melhor performance da vida dele. A cozinha da música, e do disco, é executada com maestria e capaz de prender-nos durante toda a execução, peso e bastante técnica são palavra de ordem para elas.

Todos nós refletimos após alguma situação, isto é algo comum do ser humano, e sobre isto que o SÉTIMO capítulo trata: "Após o sermão em que o EMOCIONAL foi obrigado a ouvir duras verdades, ambos resolvem adotar um comportamento mais ameno e colaborativo. O EMOCIONAL em uma difícil reflexão admite que  durante muitos anos agiu em causa própria exacerbando o seu  papel e negligenciando a moderação imperiosa na composição da  personalidade do EU. O RACIONAL decide então incentivar o  fortalecimento da reflexão do EMOCIONAL objetivando equilibrar  novamente o binômio que compõe e caracteriza o EU. "Após um discurso verdadeiro e realista, o Emocional se concilia com o Racional e decidem colaborarem. Durante essa reflexão dura, o Emocional diz: "Todo esse tempo eu semeei tristezas para esconder meus fracassos interiores. Agora é hora  de eu virar a mesa; a hora de mudar esse jogo." 
Assim como o clima progressivo de melhora da consciência do Emocional, a faixa "Empowerment" se torna mais progressiva, trabalhada com orquestrações extremamente marcantes e de pleno bom gosto.

O equilíbrio é a parte essencial de um ser humano, e neste OITAVO capítulo os interlocutores falam sobre isso: "'“Mente vazia, oficina do diabo”. Tão certo quanto o ditado, os  personagens passam a ter certeza que o posicionamento de autoisolamento adotado por ambos foi o fator chave para a  deterioração do EU. A falta de diálogo e o crescente processo de  desconfiança levou a um ponto doentio de desequilíbrio.  O EMOCIONAL relata quando passou a evitar a sua cara metade e  o RACIONAL o exorta a tomar a decisão de acabar com o sofrer.'". O discurso agora realista e moralista do Emocional traz a tona o desequilíbrio que ambos viveram tanto tempo. "Nihil Mind" trata essa 'reconciliação' de forma bem simples e concisa, uns instrumental mais clássico e mais próximo do Power Metalque marcou a banda. mas longe de ser óbvio, como vemos aos montes por aí.

O capítulo NOVE trata a coragem de uma forma sucinta: "É chegada a hora de tomar a decisão de abandonar a velha vida de  sofrimentos e começar a viver uma nova melhor. Mas, como de  costume, o processo simbiótico da dor é sempre prazeroso e difícil  de se livrar dele. Apesar do EMOCIONAL já ter decidido abandonar  os problemas, sempre resta uma âncora final prendendo-o ao  passado. O RACIONAL antevê tal fraqueza e compreende que este  não é mais o momento de brigar contra a fragilidade do outro. Ao  contrário, resolve incentiva o parceiro de personalidade a manter a  sua decisão de morrer, para nascer novamente.". "Purple Letter"  trás uma outra abordagem ao clima  fúnebre, por quê teria de ser ele algo calmo? Por quê não poderia ele ser um som tão pesado quanto os demais? Técnico, pesado, rápido, progressivo e com doses cavalares de Thrash Metal. Assim como o Racional se despedindo do Emocional dizendo: "Esta canção acabou... bem, nada dura para sempre É hora de partir... pois a estrada é longa....  Para ti... e para mim.".

O capítulo DEZ, é a decisão. Neste capitulo "um último relance para a antiga vida marca o primeiro e decisivo passo para um novo momento. Reconciliado com o RACIONAL, a quem agora considera um amigo, o EMOCIONAL segue resoluto para o momento crucial que marca o fim de um ciclo de insatisfação na esperança de um renascimento de um novo EU.". Finalmente a despedida entre ambos e veraz. O ainda sofrido Emocional sente medo, mas decide seguir a sua morte, para um bem maior. Neste clima de libertação e fim, a faixa "Sola Mors Liberat" (Só a Morte Liberta) trás a tona toda a angústia da decisão outrora já tomada. Um instrumental sublime, que rege apenas um fundo cerimonial seguido de vocais calmos, belos corais e um solo cheio de feeling fecham esta belíssima obra prima do Heavy Metal.
"A reconciliação do EMOCIONAL e do RACIONAL dá lugar a um EU equilibrado e renovado, ciente das dificuldades que terá que enfrentar e passar para viver uma vida mais plena e feliz. Esse novo EU já não teme nem sofre. Ele anseia apenas pela morte do que passou, para enfim viver novamente." Agora completo, o Eu está equilibrado, pronto para enfrentar uma nova vida e ser pleno.
A faixa acústica "When Shadow Falls" é o bônus track do disco. Calma e abrasiva, uma faixa perfeita para o agora completo e livre Eu. 

Assim se encerra o caminho do Emocional e o Racional, que agora completos, formaram o Eu equilibrado e soberano. Nesta obra, quem ganha são os ouvintes, um disco riquíssimo de detalhes tanto musicais quanto contextuais. O lirismo rico e inteligente da um peso extra ao disco e ainda contribui para a melhor assimilação​ do que se é ouvido. O disco quase não possui erros, uma produção excepcional, um instrumental digno de ser lembrado para sempre, com bastante, peso e técnica, diferente e sem soar forçado, e sem deixar de ladoias características já conhecidas pelos fãs e que foram responsáveis por erguer o nome da banda. 

Texto: Yurian Paiva

Nota: 9,4

Tracklist:
01. The Beloved Bones
02. Smile Back To Me
03. King For a Moment
04. This Loathsome Carcass
05. Parasite
06. Breaking Up, Again
07. Empowerment
08. Nihil Mind
09. Purple Letter
10. Sola Mors Liberat
11. When Darkness Fall (Bônus Track)

Line-up:
Mário Linhares - Voz
Glauber Oliveira - Guitarra e Orquestração
Hugo Santiago - Guitarra
Gustavo Magalhães - Baixo
Anderson Soares - Bateria
Convidados:
Kaio John - Bateira na faixa "Parasite"



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dark Avenger - Tales Of Avalon: The Lament (2013)

2013 foi um ano memorável para o metal nacional, afinal de contas, foi o ano que o lendário Dark Avenger quebrava o silêncio de quase 10 anos desde seu último lançamento em 2013, o EP "X Dark Years". E o trabalho apresentado, foi a continuação do disco de 2001, "Tales of Avalon: The Terror", baseado em uma peça escrita por Mário Linhares. "Tales of Avalon: The Lament" é um disco conciso e bem construído, com 11 belas canções que marcam uma boa evolução e amadurecimento da banda. O Dark Avenger é uma banda que busca sempre fugir da mesmice, algo já observado desde seu primeiro lançamento, seu disco alto-intitulado. O Power Metal brasileiro se classifica por ser muito melódico e enjoativo (em alguns pontos). Porém, o que ouvimos ao escutar o disco "The Lament" é algo totalmente diferente, um instrumental com peso toma conta da cena, seguido de um vocal poderoso e bem único! Se fosse escolher uma palavra para descrever tal disco, seria cativante... 



O compacto lançado via Voice Music, abre com a bela "From Father to Son", que conquista logo em sua introdução em um coro acompanhado de órgão, ambientando algo mais cerimonial ou religioso (vide o fato de um órgão ser um instrumento facilmente associado a igrejas antigas). O instrumental mais cadenciado e bem construído onde as guitarras são mais pesadas e acompanhadas de uma bateria mais suave, o que impulsiona as vocalizações de Mário Linhares. Os méritos desse disco são todos voltados para a banda como um grupo, pois é impossível ouvir este cd e encontrar apenas um responsável pela qualidade. A segunda faixa do disco é a veloz "Doomsday Night", que como um golpe rápido e direto, encaixa perfeitamente na audição do disco, dando energia e técnica ao lançamento da banda. As cordas de Leonel, Jeff e Gustavo trabalham de forma harmoniosa com cozinha mais rápida do grande Kayo John e dão um peso surpreendente a faixa. Já em "The Knight On The Hill" temos o contraste com o peso da faixa anterior, pois a faixa se apresenta mais leve, com um instrumental mais lento, e com um pouco menos de peso, sendo mais melódico, porém sem passar o limite e se tornar enjoativo. Seguindo a mesma linha lenta, a faixa mais cadenciada do disco se inicia, a boa "Broken Vows", que com um peso mais evidente, explora bem a versatilidade vocal de Mário.


Novamente, a quebra da atmosfera mais densa do disco é feita pelas belas "Stronger than Death" e "Can You Feel It?". Destaco, portanto, a última faixa mencionada, afinal, seu instrumental transmite uma bela sensação nostálgica e calma. Sua letra, é linda, e combina bem com todo trabalho lírico da faixa. "Utther Evil" retoma o peso do início do disco, mas dessa vez sendo um pouco mais progressiva que as músicas anteriores, e nos dando base para a faixa que procede esta, "Sicorax Screm". Ouvimos aí, um metal mais rápido, com bases técnicas, acompanhadas pela bateria com sequências e viradas mais intensas. Se aproximando do fim do disco, a faixa de número 9, é composta por um trio de grandes nomes que completam o grupo do DA. Esses nomes, são os irmãosEdu e Tito Falaschi e a bela vocalista Clarissa Moraes. Não posso dizer nada sobre esta faixa, "Dead Yet Alive", pois não existe palavras para descrever quão bela ela é! Em sequência, a faixa de que apenas é composta de piano e vocais, "And So Be It", aquece o coração para o final do disco. E para finalizar um cd tão bom, por que não finalizar com uma música do mesmo padrão? "The Thousand Ones" possui todos os elementos para o encerramento de um disco, dando um gosto de quero mais. Peso, qualidade, técnica, combinação, alcance vocal e muito feeling é combinado em uma receita infalível, o Power Metal único do Dark Avenger!

Com toda certeza, a banda luta com força até hoje para manter vivo seu legado, que por sinal é tão bem feito. "Tales of Avalon: The Lament" foi apenas mais um degrau que alavancou a banda para a qualidade e madureza que hoje mostram. Afinal de contas, toda a evolução necessita de uma base, e se a base é sólida é bem construída, a evolução progride firme e sem erros. Como no caso do Dark Avenger, podemos analisar álbum por álbum, e perceber o quanto a banda se tornou tão boa, tanto instrumentalmente quanto liricamente. Os 10 anos de hiato criativo foram bons para esses brasilienses, que hoje estão atingindo ápices criativos magníficos!


Track-list:
1.From Father to Son
2.Doomsday Night
3.The Knight on the Hill
4.Broken Vows
5.Stronger than Death
6.Can You Feel It?
7.Utther Evil
8.Sicorax Scream
9.Dead yet Alive
10. And So Be It...
11.The Thousand Ones

Line-up:
Gustavo Magalhães - Bass
Mário Linhares - Vocals
Kayo John - Drums
Leonel Valdez - Guitars
Jeff Castro - Guitars

Redigido por Yurian Paiva

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Terreiro e Dark Avenger estão sorteando CD's


Terreiro do Heavy Metal em parceria com o Dark Avenger vai sortear 2 (dois) CDs "The Beloved Bones: Hell".

Para participar é muito fácil, basta acessar este link que está logo abaixo, compartilhar a postagem no modo público, marcar 3 amigos (ou mais se desejar) e curtir as páginas do Terreiro do Heavy Metal e do Dark Avenger."


Os premiados serão revelados no dia 30 de setembro, data do show de lançamento de "The Beloved Bones: Hell" no Clash Club em São Paulo. O anúncio será feito pela própria banda e divulgado aqui no Terreiro e na página oficial do Dark Avenger!!!


O CD pode ser adquirido através do site da Die Hard Records (www.diehard.com.br) ou pelo e-mail 'talktodark@gmail.com'.


terça-feira, 4 de julho de 2017

Dark Avenger - The Beloved Bones: Hell #11

CAPITULO 11 - WHEN SHADOW FALLS



LIBERDADE


A reconciliação do EMOCIONAL e do RACIONAL dá lugar a um EU
equilibrado e renovado, ciente das dificuldades que terá que
enfrentar e passar para viver uma vida mais plena e feliz. Esse novo
EU já não teme nem sofre. Ele anseia apenas pela morte do que
passou, para enfim viver novamente.



O EU: O inverno já levou as últimas folhas

O outono já se foi... e eu não chorei minha querida

A chama vacilante da vela enfrenta o vento

Que sopra de dentro da escuridão

Movimentos ocultos que ainda não consigo ver

Deixam o ar mais pesado o meu redor

Antecipando-se ao anoitecer

Que se esconde na sombra

Essa noite não haverá choro nem oração à luz da

vela. À essa hora eu estarei esperando por ti.

Quando a sombra cair.

A única coisa que me assusta é o teu silêncio.

Apesar da fria brisa me congelar

A tua mão morna irá tocar meus cabelos

Ela vem de dentro da sombra

Formando a tua silhueta de dentro da névoa

Sabedora dos meus pontos fracos

Vindo na minha direção, me chamando

A minha amada vem da escuridão

Então leve-me, eu não tenho mais nada aqui

Leve-me de vez

Não pense que é fácil aceitar esse destino

Então leve-me, eu não tenho mais nada aqui

Leve-me de vez, eu estarei te procurando

Quando a sombra cai

Essa noite não haverá choro nem oração à luz da

vela. À essa hora eu estarei esperando por ti.

Quando a sombra cair.

Então leve-me, eu não tenho mais nada aqui

Leve-me de vez.

Não pense que é fácil aceitar esse destino

Então leve-me, eu não tenho mais nada aqui

Leve-me de vez pois eu estarei te procurando

Quando a sombra cai

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Dark Avenger divulga primeiro single de seu novo disco The Beloved Bones: Hell

O Dark Avenger divulgou nesta noite o primeiro single de "The Beloved Bones: Hell", seu novo e mais audacioso disco de estúdio. A escolhida para apresentar o novo disco a seus fãs é a brutal faixa que da nome ao disco.
Liricamente o álbum conceitual traz um Dark Avenger mais maduro e sério com um embate entre o emocional e racional, passando pelos estágios mentais de quem passa por períodos de insatisfação e infelicidade. Uma fantástica jornada para dentro do EU. 

O material teve todo o conceito criado pelo frontman Mário Linhares e conta com composições do cantor e também dos guitarristas Glauber Oliveira e Hugo Santiago. Glauber Oliveira assina toda a produção do álbum, além da gravação e mixagem do disco, que foram realizadas no Asylum Studios, de propriedade de Glauber, em Brasília-DF. A masterização ficou a cargo do renaomado Tony Lindgren, que trabalhou com vários nomes consagrados do Metal mundial. Confiram no link abaixo o single!
Compre seu ingresso para o show de lançamento do disco no link abaixo. A festa acontece em 30 de setembro no Clash Club em São Paulo.


Lembrando que você já pode adquirir o CD, LP e camisetas do novo disco através do e-mail talktodark@gmail.com diretamente com a banda.

Dark Avenger divulga logo mais as 19h primeiro single de novo disco

Hoje ás 19:00 o Dark Avenger divulga o primeiro single de "The Beloved Bones: Hell" e o Terreiro em parceria com a página oficial da banda divulga com exclusividade!

Fiquem atentos; marquem na agenda de vocês!!! Ás 19:00 sai o lyric vídeo do primeiro single do aguardadíssimo novo disco da banda.

O CD, LP (pré-venda) e camiseta do novo álbum já podem ser adquiridos através do e-mail "talktodark@gmail.com" e os ingressos para o show de lançamento do disco no Clash Club em 30 de setembro já estão disponíveis no link abaixo:



sexta-feira, 23 de junho de 2017

Dark Avenger - The Beloved Bones: Hell #10

CAPÍTULO 10 - SOLA MORS LIBERAT


DECISÃO


Um último relance para a antiga vida marca o primeiro e decisivo
passo para um novo momento. Reconciliado com o RACIONAL, a
quem agora considera um amigo, o EMOCIONAL segue resoluto
para o momento crucial que marca o fim de um ciclo de
insatisfação na esperança de um renascimento de um novo EU.



RACIONAL: Somente a Morte liberta
Morte!

EMOCIONAL: Da mesma forma que vivi

Eu alicerço meu caminho

Para dentro de uma nova tempestade

E a chuva torrencial

Varre os meus olhos

Outrora abandonados

Diga-me...

Diga-me por que é preciso morrer?

Diga-me...

Diga-me por que eu ainda sinto medo?

RACIONAL: Meu amigo

EMOCIONAL: Meu amigo

WHEN SHADOW

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Dark Avenger divulga detalhes da festa de lançamento de The Beloved Bones: Hell

Você já sabe onde vai estar em 30 de setembro de 2017!!!
O Dark Avenger divulga os detalhes do show de lançamento de "The Beloved Bones: Hell" no Clash Club em São Paulo.

O show especial contará com a execução do novo disco na íntegra, um set especial acústico além dos clássicos da discografia da banda que fazem a cabeça dos bangers já há 20 anos! Tudo isso com a abertura das bandas Primator e HellArise. IMPERDÍVEL!!!


Lembrando que a pré venda do CD e LP continua através do e-mail

30 de Setembro - Clash Club - Barra Funda - SP



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Pré-venda de novo disco do Dark Avenger a todo vapor

Novidade foda pra você fã do Dark Avenger que já não aguenta mais esperar pelo "The Beloved Bones: Hell". Quem está adquirindo o CD ou o LP "The Beloved Bones: Hell" na pré-venda JÁ ESTÁ RECEBENDO AS MÚSICAS MASTERIZADAS, LETRAS e HISTÓRIA, com a tradução em português.
Vai esperar até Agosto? Corre lá e adquira o seu!!!

Faça seu pedido agora no talktodark@gmail.com

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Dark Avenger lança trabalho mais audacioso de carreira em 1° de agosto

As pessoas compram o que elas querem ouvir... (um tanto quanto óbvio)... pois geralmente odiamos nos confrontar com a verdade.... principalmente quando ela diz que teremos que trabalhar duro e que as chances de vitória são mínimas... ou que estamos trilhando um caminho de infelicidades e insatisfações



Será duro para alguém ler no THE BELOVED BONES: HELL frases do tipo: "Tu és um completo desperdício de existência, um receptáculo inútil para uma alma... criatura de comportamento desprezível, de futuro errante e impreciso, um tolo da cabeça aos pés".

Mas quantos de nós tira um tempo para refletir sobre si mesmo e os caminhos/escolhas que temos feitos em nossas próprias vidas? Quantos entre nós OPTAM lucida e firmemente por viver uma vida menos infeliz e menos miserável?

Esse é o THE BELOVED BONES: HELL... uma conversa do EU com o EU.
Não há dragões... não há vikings... não há espadas... nem duendes... não há heróis... nem vilões... não há fantasias... nem ilusões.
Há apenas você... você e as suas escolhas.
THE BELOVED BONES: HELL

Adquira o CD na pré-vanda através do e-mail talktodark@gmail.com

Fiquem por dentro de todo o complexo conceito que cerca o  novo disco do Dark Avenger com exclusividade aqui no Terreiro, links abaixo.





segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dark Avenger masterizando novo disco com renomado produtor Tony Lindgren

A cada dia o vindouro disco do Dark Avenger toma mais corpo. "The Beloved Bones: Hell" está sendo masterizado pelo renomadissimo Tony Lindgren, responsável por trabalhos fodas ao lado Kreator, Angra, James Labrie, Paradise Lost, Wolf e mais uma infinidade de bandas.
A produção e mixagem ficou a cargo do próprio guitarrista da banda, Glauber Oliveira (Caravellus).
O disco chega as lojas brasileiras em 1° de agosto e sua pré-venda já começou através do taltodark@gmail.com