Mostrando postagens com marcador METAL NACIONAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador METAL NACIONAL. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Maestrick - Espresso Della Vita: Solare (2018)


A música, seja ela de qualquer vertente ou gênero, tem a incrível capacidade de emocionar e proporcionar ao ouvinte uma sensação única e indescritível. Sendo guiado pela visão da imaginação virtuosa e pela grande paisagem sonora, a banda iniciou o ano de 2018 com um registro muito interessante, sendo o belo resultado de um período muito criativo. As doze músicas do álbum condizem perfeitamente o que estou descrevendo, as canções são verdadeiras trilhas sonoras para sonhar em um mundo cheio de magia, melancolia e beleza, aliados à uma variada gama de influências. 

“Espresso Della Vita: Solare”, novo álbum do grupo de Rock/Metal Progressivo Maestrick, foi lançado no dia 28 de Junho e é o sucessor do excelente “Unpuzzle”! e do ótimo EP “The Trick Side Of Some Songs”. O segundo registro da banda é uma obra conceitual e traz como tema: as observações da vida humana pela perspectiva de uma viagem de trem. O disco tem a produção de Adair Daufembach (Project46, John Wayne, Hangar), convenhamos um belo trabalho, pois a parte instrumental e vocal está bem nítida e desenvolvida nos mínimos detalhes. 

O álbum inicia-se com a intrigante “Origami”, faixa esta que se utiliza perfeitamente de elementos sinfônicos, acompanhados por riffs agressivos e melódicos. “I Am Living” tem muita influência de bandas consagradas do Progressive Rock, mais precisamente do YES, ela ainda nos brinda com um belíssimo e virtuoso solo de guitarra. “Rooster Race” possui uma bela introdução de viola em conjunto com um belo canto de berrante, tudo isso aliado ao peso do Prog Metal. “Daily View” soa com uma “faixa tributo” ao grandioso Queen, destaque para a excelente performance do vocalista Fábio Caldeira. A quinta faixa denominada “Water Birds” é uma “volta” aos anos 70, belas linhas de teclado, coros e belos arranjos fazem desta uma das minhas favoritas do álbum. “Keep Trying” é mais direta e com passagens mais virtuosas de teclado, sem abrir mão do peso das guitarras. Destacaria também as faixas “Across the River” e “Trainsition”, a primeira é uma belíssima balada, com influência do Soul, que certamente emocionará o ouvinte. A segunda é um épico com mais de dez minutos de duração que mescla todas as características da banda: versatilidade, agressividade e genialidade. 



Permita-se levar à uma jornada de mais de uma hora de duração, através de mistério e indagações. Sua mente cria o filme e o álbum entrega a trilha sonora, elevando você ao reino astral e transportando-o para novas alturas de prazer musical, poucas vezes realizadas. Todo este álbum é tão comovente, calmante, quase meditativo sem tentar ser, e é uma rotina diária na minha lista de ouvintes. “Espresso Della Vita: Solare” é um álbum único que brilha com sua perfeição e profundidade emocional. Portanto, meus caros amigos do Terreiro do Heavy Metal e amantes do Rock e Heavy Metal, não deixem de conferir tal obra, pois estamos diante de uma de um dos grandes lançamentos do ano, levando em conta o cenário nacional e internacional.
Esse é um daqueles materiais que requer do ouvinte muitas audições, pois é muito rico musicalmente. Adquira, ouça e compartilhe com os amigos o material dos rapazes e se você não conhece a banda, esta aí uma excelente oportunidade, pois qualidade e competência a banda tem de sobra !!

Se inscrevam na TV Terreiro, o nosso canal de entrevistas e
divulgação do Metal nacional: YouTube.com/TerreirodoHeavyMetal


Fábio Caldeira - Vocal e piano
Renato Somera - Baixo
Heitor Matos - Bateria
Neemias Teixeira - Teclado

1. Origami
2. I a.m. Living
3. Rooster Race
4. Daily View
5. Water Birds
6. Keep Trying
7. The Seed
8. Far West
9. Across the River
10. Penitência
11. Hijos de la Tierra
12. Trainsition

Redigido por Kaique da Silva Costa

sábado, 1 de setembro de 2018

Imago Mortis - LSD (2018)

No primeiro semestre a banda de Heavy/Doom Metal Imago Mortis lançou o álbum conceitual "LSD", após 12 anos de hiato. "LSD" é a sigla para Love, Sex and Death (Amor, Sexo e Morte). Para quem não conhece a banda, é uma banda de Heavy Metal com fortes influências do Doom, dando uma profundidade que é acompanhada pela lírica da banda. Onde ela mesmo se denomina como uma banda que possui "um rock mais agressivo, visceral e brutal até a uma doce sinfonia, com calmas melodias e arranjos introspectivos". E mesmo tanto tempo sem lançar material novo, essa identidade se manteve fiel.

Iniciando pela forma mais simplista de descrever algo, denomino esse álbum como uma montanha russa musical, correspondendo ao que a banda se propõe a fazer, ou seja, contempla todos os gostos, um álbum que preenche todas as lacunas dentro de sua identidade sonora. Cabe destacar o excelente nível de produção desse álbum, algo necessário em um trabalho que incorpora além do tradicional (vocal, baixo, guitarra, bateria) boas linhas de teclado e outros instrumentos como o bodhran e o derbak. Na parte criativa nota-se uma grande qualidade musical nos riffs, nas linhas de baixo e destaco o trabalho da bateria com linhas extremamente interessantes saindo do padrão. Cabe salientar o vocal extremamente único de Alex Voorhees, que reforça a identidade da banda, mas percebi uma ligeira mudança no estilo em algumas linhas, mais grave que em outros trabalhos. As linhas guturais muito bem executadas.


A primeira faixa do álbum, "The LSD Theorem" é uma prova de personalidade e arrojo da banda, afinal é uma faixa de 13 minutos, que se não é uma faixa que realmente prenda o ouvinte, corre o risco do mesmo postergar a sua audição mas  ela prende! Carregada de elementos ela desperta a curiosidade, sai do lugar comum. A faixa tem como objetivo explicar o conceito do álbum a ligação entre o amor, o sexo e a morte e as demais faixas contam uma história que segundo a banda "oferece uma visão epistemológica sobre o mito do amor romântico, elaborado a partir de estudos da antropóloga Helen Fisher, assim como a filosofia clássica, cultura e poesia, além das próprias indagações existenciais e experiências pessoais". É interessante em um primeiro momento seguir a ordem das faixas.

A segunda faixa, "Binary Viscerae", mostra um lado mais pesado do álbum, com linhas guturais, mantendo a escuta intensa mas oscila com um refrão mais cadenciado, a pegada mantem-se com "Hieros Gamos", mas a dinâmica se inverte nas linhas vocais, refrão gutural e as demais linhas limpas, essa faixa é bem legal pelo elemento "folk" do meio oriente. Na quarta faixa, a "montanha russa" do álbum vai para baixo com "Incantation", a primeira "balada" onde Voorhees mostra a sua capacidade de interpretação e dramaticidade, ambientalizando o contexto da faixa, depois a pegada mantem-se em "The Promise", onde há a participação de Julia Crystal dando o toque feminino. Toque que é mantido com Mariana Figueiredo em "Two Headed Chimera", onde há o retorno de uma certa agressividade, casando com o contexto da letra também. A "Farewell Kiss" mostra o lado "Doom", com densidade, que é mantida em "Black Widow" mas com uma cara mais Heavy, principalmente no refrão.

A nona faixa, "Exile" volta para linha mais lenta e provida de dramaticidade abrindo porta para a instrumental "Exile", um solo de piano que dá a atmosfera de tristeza condizente com o momento do álbum que será reforçado pela "Epitáfio de Um Amor", uma recitação poética com uma faixa instrumental. O álbum encerra-se com "Love, Sex and Death (Theme)" replicando os elementos Doom e a densidade interpretativa com linhas guturais.
"LSD" é o que eu chamo de um álbum "all arround", versátil, contemplando todas as facetas da banda. À titulo pessoal, gosto mais das faixas mais agressivas, mas as demais são musicalmente excelentes composições.


Alex Voorhees - Vocal
André Delacroix - Bateria
Rafael Rassan - Guitarra
Charles Soulz - Teclado
Paulo Ricardo Silva - Baixo
Daemon Ross - Guitrarra 

1. The Lsd Theorem
2. Binary Viscerae
3. Hieros Gamos
4. Incantation 
5. The Promise 
6. Two Headed Chimaera 
7. A Farewell Kiss 
8. Black Widow 
9. Alone
10. Exile 
11. Epitáfio De Um Amor 
12. Love Sex And Death (Theme)

Lançamento: Die Hard Records


quarta-feira, 23 de maio de 2018

TV Terreiro, o novo canal de divulgação do Heavy Metal nacional

Com mais de três anos de existência e sempre lutando ao lado das bandas nacionais, o Terreiro inaugurou recentemente seu canal no YouTube. O intuito  da "TV Terreiro" é divulgar bandas e entrevistar músicos num espaço aberto para quem precisa mostrar seu trabalho, sem panelinhas!
Nossa primeira missão foi a cobertura da 7ª edição do Rock In Help Festival!! Em dois dias de evento, falamos com 10 bandas sobre seus momentos atuais, materiais lançados, trajetória e planos para o futuro. Assistam abaixo:



Pra contribuir com esse nosso projeto É MUITO FÁCIL, basta se inscrever em nosso canal e aguardar novidades! Nesse sábado, 26 de Maio será gravado o terceiro programa da TV Terreiro com o lendário vocalista Mário Pastore.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Rebaelliun - The Hell’s Decrees (2016) / Resenha


A grata satisfação em ver que um dos melhores discos de 2016 saiu do underground brasileiro!!!

Após um longo hiato, os gaúchos do Rebaelliun voltaram a estrada com "The Hell’s Decrees". Uma verdadeira celebração ao Death Metal ao longo de pouco mais de meia hora de muita brutalidade e técnica absurda.



A banda mistura como poucas passagens extremamente velozes, características do estilo, com passagens mais cadenciadas de quebrar qualquer pescoço, além de solos inspiradíssimos, riffs brutaus e vocais extremamente violentos.
O massacre começa com "Affronting The Gods", esse som carrega um dos riffs mais fodas que ouvi dentro do Death Metal nos últimos anos, sem o menor exagero, da pra considerar esse som como uma obra prima do gênero. "Dawn Of Mayhem" é uma das mais brutais do disco, definitivamente o baterista Sandro Moreira não é deste planeta e merece com honras ser citado como um dos grandes destaques do disco! A faixa "Rebaelliun" mostra mais uma faceta da banda, com uma base muito bem trabalhada e uma cadencia de quebrar pescoço! Nesse som temos um dos melhores e mais inspirados solos do disco.
Um fator que ajuda muito na compreensão desse clássico é a ótima produção, que mesmo sendo bem cristalina, deixou o play pesado e sujo, e com o ignorante vocal de Lohy bem na cara. 


Ouçam e tirem suas próprias conclusões!!! Nessa pegada, o trono do Death Metal nacional que há anos está com um trio também gaúcho, começa a ser ameaçado.

En Memoria de Fabiano Penna (R.I.P.)


Lohy Fabiano - Vocal e baixo
Ronaldo Lima - Guitarra
Fabiano Penna - Guitarra
Sandro Moreira - Bateria

01. Affronting the Gods
02. Legion
03. The Path of the Wolf
04. Fire and Brimstone
05. Dawn of Mayhem
06. Rebellion
07. Crush the Cross
08. Anarchy (The Hell’s Decrees Manifesto)

terça-feira, 8 de maio de 2018

Pastore - Phoenix Rising (2017)


No final de 2017, a banda Pastore lança o seu terceiro álbum denominado “Phoenix Rising”, para quem não conhece é a banda do respeitado vocalista Mario Pastore, que tem no seu currículo grandes projetos nacionais de Heavy Metal como Acid Storm, Sacred Sinner, Tailgunners, Social Fears, além de ter colaborado com outros projetos como o dos veteranos do Seventh Seal e o ambicioso projeto Soulspell do baterista Heleno Vale. Em relação à Phoenix Rising, é um álbum com um nível de produção excelente, só por isso já compensa a audição, mas musicalmente é um prato cheio para os fãs mais tradicionais do Heavy Metal, pois é apresentado um trabalho neste álbum de excelente nível. Apesar de ter envolvimento de diversos músicos no trabalho, o album está muito uniforme e com uma identidade muito própria, que grande parte é proporcionado pelo vocal único do Pastore. Inclusive nota-se que em diversos momentos do álbum, a parte melódica se coloca como coadjuvante para dar todo o espaço para as linhas vocais se destacarem (algo extremamente positivo quando se trata de um vocalista como Mario Pastore). A lírica do álbum não tem um tema específico, mas em linhas gerais disserta sobre comportamento humano, guerra, conflitos e algumas críticas sociais. 

O álbum inicia com a faixa homônima ao álbum, um hino para quem curte o Heavy Metal tradicional, riff interessantes, boa linha de bateria e Mario Pastore já lançando as suas credenciais com o seu vocal impossível de não reconhecer. Colocada cirurgicamente para já prender a atenção do ouvinte, mantendo a pegada do álbum temos na sequencia a “Damn Proud”, que musicalmente tem viradas interessantes, quebras de tempo que dão o tempero à faixa, mas dá também o espaço para o protagonismo das linhas vocais do Pastore. Depois temos “Symphony Of Fear”, uma das faixas de divulgação do trabalho e que ganhou um ótimo e super produzido clipe (clipe abaixo), ela tem uma pegada mais Groove Metal, inclusive com uma linha vocal mais rasgada e mais agressiva, combinando com a lírica da música que fala sobre um ataque zumbi.


A quarta faixa é a "March Of War', mantendo a influência mais "groove", ela é mais cadenciada com forte presença da percussão, particularmente é umas das minhas faixas favoritas. Após temos a faixa "No More Lies", uma faixa mais arrastada, com levada e temática mais melancólica, onde Pastore adota vocais mais limpos que nas faixas anteriores, a sexta faixa, "Salvations Paradise" volta para a linha mais "Heavy Metal" do CD. Com bons riffs e um solo bem executado, mantém a dinâmica do álbum, depois com "I Need More" uma faixa mais rápida, com uma letra de criticas à corrupção humana. 



Na oitava faixa "Holy War" mantém a velocidade, com um refrão marcante, criticando o extremismo religioso e logo depois mantendo a pegada temos a "Time Goes By". a penúltima faixa, "Get Outta My Way" volta a dinâmica com mais peso nas guitarras e com vocais mais rasgados e o álbum finaliza com "Fire And Ice", com uma pegada mais cadenciada, uma linha vocal mais arrastada, encerra muito bem as inéditas do disco e como faixa bônus, temos a excelente versão da "Lightnin' Strikes Again" da banda americana Dokken. Como disse no começo da resenha, “Phoenix Rising” é um excelente álbum de Heavy Metal e musicalmente não tá devendo em nada ao que se tem feito por aí em relação às bandas do gênero, mesmo as gringas que todos adoram ouvir covers e versões requentadas. Portanto é um belo convite para sair da sua zona de conforto musical e explorar coisas novas.



Pastore line-up:
Mario Pastore - Vocal
Marcio Eidt - Guitarra
Ricardo Baptista - Guitarra
Johnny Moraes - Guitarra
Marcelo de Paiva - Bateria
Fabio Carito - Baixo

Track list "Phoenix Rising":
01 – Phoenix Rising
02 – Damn Proud
03 – Symphony Of Fear
04 – March Of War
05 – No More Lies
06 – Salvation Paradise
07 – I Need More
08 – Holy War
09 – Time Goes By
10 – Get Outta My Way
11 – Fire And Ice
12 – Lightning Strikes Again* (Dokken Cover)
*(Bonus Track Japan)

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Funeratus - Accept The Death (2018)

Quem gosta de metal extremo não pode reclamar do acervo de bandas de qualidade que existem no nosso Brasil. O Funeratus é uma excelente banda de Death Metal que ficou 13 longos anos sem um lançamento de inéditas, mas retornou de forma brilhante com o lançamento de "Accept The Death", o seu terceiro álbum de inéditas.

O mesmo foi masterizado pelo alemão Andy Classen, conhecido por seu trabalho com bandas como Asphyx, Tankard, Krisiun, Destruction, entre outros.

O álbum se inicia com a ótima “Accept The Death” que segue aquele Death Metal mais tradicional, intercalando momentos mais cadenciados e agressivos. Seguindo uma pegada mais brutal temos o single “Rise And Fall Again”, uma das melhores e mais agressivas do álbum. Com uma introdução matadora temos “Asphalt Eaters” outra faixa ríspida e certeira, com seu arsenal fantástico de riffs. Munida de um riff mais cadenciado temos a balanceada “Lost Souls”, mas não se deixe enganar, pois a faixa possui um peso descomunal. 

Dando sequência, temos “Indian Healing” com seu riff de baixo bem galopante, outra faixa que mescla com extrema competência brutalidade e cadência. As faixas “Follow The Track” e “Victory”, as mais longas do disco, demonstram toda a técnica apurada do quarteto. Com uma introdução bem macabra temos a cacetada “Visions From Hell” com seus riffs inspirados e um ótimo refrão. Finalizando, temos a excelente faixa instrumental “Endless Battle, que sem dúvidas foi a escolha mais que acertada para encerrar a obra. 


A espera pelo novo registro de inéditas valeu muito a pena, pois "Accept The Death" reúne todas as grandes características de um grande álbum de Metal extremo e certamente coloca o Funeratus entre os grandes nomes do metal nacional, portanto, para quem não conhece a banda ou ainda não ouviu o novo álbum, recomendamos fortemente!!! Sem pestanejar um dos grandes álbuns do ano!



Formação:
André Nálio - Guitarra
Fernando - Baixo e Vocal
Guru Reis - Bateria

Faixas:
1-Accept The Death
2-Rise And Fall Again
3-Asphalt Eaters
4-Lost Souls
5-Indian Healing
6-Follow The Track
7-Victory
8-Vision From Hell
9-Endless Battle

Conheça mais sobre a banda:


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Desalmado - Save Us From Ourselves (2018)


O ano de 2018 tem sido muito produtivo quando o assunto é metal extremo, diversas bandas nacionais do gênero vem lançando obras de altíssimo nível. 
O Desalmado se encaixa perfeitamente no que foi descrito acima, a banda foi formada em meados de 2004, inicialmente sob o nome de El Fuego. O quarteto executa um Grind/Death de muita qualidade. A banda possui em sua discografia 2 EPs, denominados "Hereditas" (2008) e "Estado Escravo" (2014), um split, "In Grind We Trust" (2016), além do ótimo álbum auto-intitulado "Desalmado" lançado em 2012.


"Save Us from Ourselves" é o segundo álbum dos rapazes, e ele nos mostra uma banda cada vez mais madura, mostrando que não está para brincadeira. Todos os integrantes são dignos de serem ressaltados, o vocalista Caio Augusttus demonstra muita versatilidade pelos seus vocais rasgados e guturais, o competente guitarrista Estevam Romera esbanja riffs ríspidos e certeiros, e a cozinha chefiada por Bruno Leandro e Ricardo Nutzmann é muito bem entrosada.

O álbum tem início com a ótima “Privilege Walls”, uma faixa crua e agressiva ao extremo, sem dúvidas a escolha perfeita para se iniciar o álbum. “It’s Not Your Business” intercala momentos mais cadenciados e rápidos. Em seguida temos a trabalhada “Save Us from Ourselves” com sua intro meio “tribal”, uma sacada muito inteligente da banda por sinal. “Black Blood”,“Corrosion” e “Binary Collapse” são faixas que convidam o ouvinte ao completo êxtase, faixas brutais em todos os sentidos. “Bridges to a New Dawn” com seu arsenal absurdo de riffs também chama muita atenção, uma das melhores faixas do álbum. Sem dúvidas "Save Us from Ourselves" estará presente na lista de melhores registros nacionais do ano, inclusive na minha, pois competência e qualidade para isso tem de sobra.
Aos amantes de Metal Extremo nos recomendamos imensamente o álbum e a banda. Ouçam, prestigiem e adquiram suas cópias, pois ele não se decepcionará de maneira alguma. Altamente recomendável! 


Formação:
Caio Augusttus - Vocal
Estevam Romera - Guitarra
Bruno Leandro - Baixo
Ricardo Nutzmann - Bateria

Faixas:
1. Privilege Walls
2. It’s Not Your Business
3. Save Us from Ourselves
4. Black Blood
5. Blessed by Money
6. Bridges to a New Dawn
7. Corrosion
8. Binary Collapse
9. Exist and Resist

Conheça mais sobre a banda:

segunda-feira, 19 de março de 2018

Pastore - Ao Vivo no Sesc Santo André 16/03/2018

Definitivamente o dia 16 de março de 2018 é um dia para entrar para a história do Heavy Metal nacional. Foi o dia em que Mario Pastore, uma das maiores lendas do estilo em nosso país voltou à seu habitat natural, o palco. Um bom público compareceu ao teatro do SESC Santo André – SP  com sua ótima estrutura de som e iluminação para conferir o show de lançamento do elogiadíssimo "Phoenix Rising", terceiro álbum de estúdio da banda Pastore.

A apresentação começou com bastante violência com "Phoenix Rising" e a casca grossa "Damn Proud", as duas primeiras músicas do disco mais recente. Logo de cara, a primeira coisa a se perceber é a impressionante garganta de Mario Pastore, tanto nos tons mais graves e agressivos, quantos em seus agudos que na maioria das vezes beira o impossível! O cara está numa forma absurda. Outra coisa a se notar e que merece total destaque é a nova formação da banda com três guitarras! A nova configuração com Ricardo Baptista (Timor Trail), Marcio Eidt (ex - Heaviest) e o exímio guitarrista Jonnhy Moraes (Hevilan), se mostrou totalmente letal, tornando as músicas antigas que já continham um peso absurdo, em composições ainda mais intensas e trampadas. Essa duas primeiras faixas contaram com o pequeno gigante Murillo Vuldroph destruindo tudo na bateria e formando a "cozinha" com o competente baixista Fábio Carito.


Outra que marcou presença no set list foi a animal "Time Goes By", também do novo disco! Essa música é uma boa amostra de como soar atual e moderno, mas sem jamais esquecer as referências antigas. Uma grande marca dos três discos da banda Pastore e do próprio Mario, que ao longo dos anos vem acrescentando novos elementos a sonoridade da banda e também em seus ótimos vocais. A partir dessa música o baterista Marcelo de Paiva, que gravou Phoenix Rising, assumiu as baquetas e manteve o nível de agressividade e ignorância das músicas.
Seguindo o show.... voltemos ao ano de 2010 para a execução da brutal "The Price For The Human Sins", faixa título de seu primeiro disco solo e uma das melhores e mais impressionantes de sua carreira. Pastore continua cantando como um garoto e definitivamente transformou essa música em um dos grandes momentos do show, graças ao seu vocal potente e versátil e sua boa instrumental que une majestosamente toda a pegada do Metal Tradicional oitentista com o Thrash Metal. Sempre executando as faixas com uma perfeição e qualidade absurda, a banda mostrou bastante entrosamento. Os solos foram executados com uma perfeição fora do normal, nem com a formação que gravou os discos percebia-se tanta energia e intensidade.
Depois foi a vez do disco "The End Of Our Flames" de 2012 dar as caras pela primeira vez na apresentação com a faixa "Empty World". Com sua pegada grudenta, seus bons riffs e seu refrãozão marcante é mais um bom destaque na carreira do músico e também dentro do Heavy Metal nacional.
"Fallen Angel" do primeiro disco e a agitada "I Need More" de Phoenix Rising mostram muito bem como os três discos, mesmo que separados por alguns anos de diferença entre seus lançamentos, conseguem ser coesos entre si, com um direcionamento criativo muito definido e sempre pendendo para o lado mais pesado e 'ignorante' da coisa. Méritos ao principal mentor da banda.


Como a estrela da noite era o novo e comentadíssimo Phoenix Rising, que inclusive teve seu lançamento mais uma vez realizado no Japão; mais 5 ótimas músicas foram apresentadas. "Symphony Of Fear" que foi um dos singles do disco e apresenta um clipe muito foda e  repleto de ação, aonde Pastore consegue unir seus dois lados, o lado músico que todos nos já conhecemos e o lado de professor e praticante de artes marciais que nem todo mundo conhece. 
Sobre a música citada a cima, para quem ainda não viu o belo clipe, é só clicar neste link, imperdível. 
As cadenciadas "Get Outta My Way" e "No More Lies" com seu refrão pegajoso e uma participação muito legal do baixista Fabio Carito nos backing vocals, mostram força do novo material. A cavalgada "Salvation Paradise" começa com um riff muito inspirado e com solos muito coesos e criativos, mostrando a força e qualidade que só um dream team desse quilate é capaz de ter.
"Fire And Ice" é mais uma boa faixa desse álbum que figurou em várias listas de melhores do ano e que traz uma pegada bem legal de semi balada. Fábio Carito aparece mais uma vez com grande destaque em backing vocals e com um curto solo de baixo muito bem executado.
Após uma overdose de Phoenix Rising, o público foi transportado diretamente para 2012 com o single arrasa quarteirão "Brutal Storm", música que abre The End Of Our Flames. Solos muito bem divididos entre os guitarristas Ricardo Baptista, Marcio Eidt e Jonnhy Moraes foram a tônica desse clássico e dessa inesquecível noite.

"March Of War" foi a responsável por apresentar o novo disco para o público e certamente não poderia faltar no set. A pesadona "Holy War", também do novo disco foi a responsável por reafirmar a qualidade absurda do novo álbum e o porque de sua repercusão muito positiva.

Com a especialíssima participação especial de (pasmem) DARTH VADER e um fiel Stormtrooper na escolta, o dream team executou o grande clássico da carreira de Pastore e primeiro single solo da banda, "Far Away". Após quase uma hora e meia de show, Pastore continuava com a voz afiadíssima e a potência intacta, como se tivesse acabado de começar a apresentação. IMPRESSIONANTE, principalmente se levarmos em conta a altura absurda e a complexidade de algumas notas e músicas. A única coisa que restou ao final da visceral apresentação foi o gostinho de quero mais e a ótima e feliz certeza que mesmo após pesadas adversidades pessoais e profissionais, a Mario Pastore "ressurgiu das cinzas" está de volta e com certeza alçará voos altos como jamais fez!!!!


Pastore - Sesc Santo André - 16/03/2018

Mario Pastore - Vocal
Ricardo Baptista - Guitarra
Marcio Eidt - Guitarra
Jonnhy Moraes - Guitarra
Fabio Carito - Baixo
Marcelo de Paiva - Bateria
Murillo Vuldroph - Bateria*


1. Phoenix Rising*
2. Damn Proud*
3. Time Goes By
4. The Price For The Human Sins
5. Empty World
6. Fallen Angel
7. I Need More
8. Symphony Of Fear
9. Get Outta My Way*
10. No More Lies*
11. Salvation Paradise*
12. Fire And Ice*
13. Brutal Storm
14. March Of War
15. Holy War
16. Far Away

quinta-feira, 15 de março de 2018

Pastore - "Phoenix Rising": Show de lançamento nesta sexta-feita

Nesta sexta-feira 16/03 a banda Pastore fará no Sesc Santo André o show de lançamento de "Phoenix Rising", terceiro disco da banda capitaneada pelo lendário vocalista Mario Pastore. A apresentação acontece no Teatro do Sesc e conta com valores populares de ingressos – R$ 6,00 até R$ 20,00. Os tickets começam pode ser adquiridos neste link: https://goo.gl/Pg9xn2

Com uma roupagem mais pesada e atual, "Phoenix Rising" vem sendo aclamado por crítica e público mundo a fora, inclusive com o disco sendo lançado no Japão através da SPIRITUAL BEAST.

O CD "Phoenix Rising" pode ser adquirido diretamente com Mario Pastore em seu facebook, na loja Die Hard Records e nas mais diversas plataformas digitais. Bora prestigiar os bons lançamentos nacionais!!!

Confira o incrível clipe da faixa "Symphony Of Fear", uma das faixas do novo disco e um dos trabalhos áudio-visuais mais legais lançados no país nos últimos anos.




Banda brasileira Caravellus anuncia sua nova formação

A banda Heavy Metal Progressivo Caravellus esta de volta e anuncia duas entradas de peso em sua formação. Ao lado dos já conhecidos,  Glauber Oliveira (Guitarra), Daniel Felix (Teclado) e Pedro Nunes (Bateria), a banda tem o prazer de anunciar as entradas de ninguém menos que o baixista Fernando Molinari e do competente vocalista Leandro Caçoilo. Conheça mais abaixo um pouco dos músicos:

Fernando Molinari traz em sua biografia profissional trabalhos com nomes nacionais e internacionais, entre eles Greg Howe, Alain Caron e Bruno Valverde. Uma das novas referências para Fusion / Prog Rock nacional, Fernando Molinari é um jovem baixista brasileiro com forte foco em técnica com um swing latino. Ele transformou seu amor pela música em uma carreira profissional aos 18 anos, depois de estudar guitarra e baixo aos 8 e 13 anos, respectivamente. Fernando é agora um educador respeitado, sideman, artista de estúdio, clínico e ele também escreve material educacional para revistas e sites de baixos brasileiros. Acesse a página oficial e conheça um pouco mais sobre o novo membro do Caravellus. Veja abaixo uma impressionante performance do músico em "Tropical Rain" de seu álbum instrumental "Built By Elements".



A outra novidade de peso para a nova formação do Caravellus é ninguém menos que Leandro Caçoilo.
Dono de uma das vozes mais emblemáticas, potentes e reconhecidas do país, o músico traz como bagagem, passagens marcantes pelo Eterna, Seventh Seal, Viper, Hardshine e Soulspell, junto de com grandes nomes da cena nacional a internacional, além de diversas participações em outros projetos ao longo dos anos.
Para mais detalhes sobre a carreira do músico acesse www.leandrocacoilo.com.br



A banda informa também que o primeiro projeto para a nova formação é o lançamento de um EP ainda para este ano com algumas músicas do disco "Knowledge Machine" (2010) na voz do Leandro. É uma boa maneira dos fãs conferirem as músicas do Caravellus na voz de Leandro. Paralelo a isso a banda também informa que já está trabalhando em um novo disco de inéditas, registro esse que irá encerrar um hiato de oito anos na carreira da banda. Sobre esta nova fase, o guitarrista e líder da banda Glauber acrescenta: 
"No meu ponto de vista, as escolhas foram perfeitas. A Caravellus, principalmente a partir do "Knowledge Machine", passou a ter um estilo peculiar de fazer Metal Progressivo. Passeamos por todas as vertentes do Heavy Metal, além de flertar com o Jazz, Fusion e música brasileira. Ser "Versátil" é essencial dentro da banda e tanto o Fernando Molinari, como o Leandro Caçoilo são músicos completos".

Ouça o single "Corsairs In Black 2018":

Leandro Caçoilo - Voz
Glauber Oliveira - Guitarra
Daniel Felix - Piano e Sintetizadores
Fernando Molinari - Baixo
Pedro Nunes - Bateria

domingo, 11 de março de 2018

Fenrir's Scar - Fenrir's Scar (2017)

O Cenário nacional sempre nos revela gratas surpresas, e antes de comentar sobre a banda, e logicamente sobre o álbum, um detalhe chamou a atenção, o nome Fenrir é um lobo-monstro que, de acordo com a mitologia nórdica, foi acorrentado pelos deuses, conseguiu se livrar e devorou Odin.
“FENRIR’S SCAR” é o álbum de estreia da banda oriunda de Campinhas-SP que mostra, apesar de ainda pouca maturidade, uma proposta bem interessante, as influências são diversas, dentre elas: Lacuna Coil, Moonspell e até Evanescence, o que temos aqui é um bom Gothic Metal com doses de alternativo muito bem pensadas.



Os vocais ficam a cargo dos ótimos André Baida e Desireé Rezende (um ótimo entrosamento por sinal) as guitarras de Vinícius Prado e Paulo “Khronny” Victor, se mostram na medida certa, sem exageros, com bons riffs e solos certeiros  que são o “carro chefe” da dupla. O mesmo pode ser dito de Graziely Maria, com seus teclados sempre muito precisos. Os destaques da obra vão para os singles “Beneath The Skin”, “Fearless Heart”, “ Caliban com forte influência do Hard Rock e a ótima “Downfall” com uma combinação de peso e melancolia muito boa.
Gravado no estúdio Minster, na cidade de Campinas, o álbum conta com a produção Fabiano Negri, que deixou tudo muito claro, nítido e bem pesado. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Ricardo Palma. Portanto, meus caros, eis aqui um registro muito competente, bem heterogêneo e que com certeza merece a oportunidade de sua audição, esqueça os rótulos e seja feliz!!


Desireé Rezende - Vocais
André Baida - Vocais
Vinicius Prado - Guitarra
Khronny - Guitarra
Gabriel Rezende - Baixo
Graziely Maria - Teclado
Ildécio Santos - Bateria

01 Fearless Heart
02 Beneath The Skin
03 Stolen Innocence
04 Asleep
05 Keep You Close To My Heart
06 From Porcelain To Ivory
07 Caliban
08 Dark Eyes
09 Downfall
10 Fenrir's Last Howl


terça-feira, 6 de março de 2018

Primator - Involution (2015)

No mundo todo estão surgindo novos nomes que levam adiante a chama do verdadeiro Heavy Metal Tradicional oitentista. Essa renovação provavelmente é  a que recebe mais resistência dos headbangers. Em meio a isso, nomes como  Enforcer, Masters Of Disguise e Ram, por exemplo, seguem sua rotina de banda em meio a shows, bons discos e as críticas que vem de alguns conservadores “defensores das bandas clássicas” e elogios de tantos outros apreciadores do estilo. No Brasil temos mais um bom nome que ajuda a carregar e manter a chama do Metal Tradicional acesa, os paulistas do Primator lançaram em 2015 o ótimo “Involution”, apenas seu primeiro disco de estúdio mas que já mostra uma maturidade absurda em suas composições. A música dos caras não é complexa, mas a maneira de que tudo é encaixado causa um efeito muito positivo. As estruturas das músicas são muito bem construídas e cativantes. Outra coisa digna de nota é a produção do disco que consegue deixar tudo soando na cara, audível e com bastante peso, méritos do produtor Diego Sá e do "Estúdio GR" em São Paulo.


A abertura com a faixa que carrega o nome da banda é o cartão de visitas do play, ao longo da boa faixa será possível perceber muito bem todas as influências da banda, mas sem soar uma cópia. Uma coisa que será lido nessa resenha com bastante frequência também é sobre os vocais assustadoramente impressionantes de Rodrigo, eu já vi ao vivo e posso confirmar, o cidadão é uma máquina!!! Agressivo quando necessário e muito versátil, seus agudos impressionam. “Deadland” abre com um ótimo riff, seu clima soturno e totalmente sabbathico é um belo convite pra bater cabeça, com um início cadenciado, cozinha marcada e bem trampada e guitarras muito bem compostas, a faixa é um dos destaques do play, Rodrigo mais uma vez impressiona com passagens agressivas duelando com agudos altíssimos, mas que não são exagerados. O solo é outro show a parte, segue o ritmo soturno da faixa sem deixar a peteca cair. O grande mérito dos caras é conseguir demonstrar suas influências e ainda sim esbanjar identidade. “Flames Of Hades” é outra carregada de boas influências e mostra que o Primator veio pra ficar e tem mais ainda a evoluir em seu segundo disco que já está em processo.
O baterista Alexandre Oliveira prima pela simplicidade ao espancar seu kit mas a forma pesada com o que o músico faz é sempre muito competente e contagiante, embora eu não toque mais nada hauaha, a bateria é a primeira coisa que me chama a atenção em um disco e o trampo aqui é ótimo, tudo isso acompanhado de solos com um felling absurdo. “Caroline” traz o endemoniado Rodrigo abusando de bastante agressividade e versatilidade nos vocais. As guitarras trazem uma cadência muito legal e riffs variados e bem construídos, o baixo embora um pouco 'sumido', traz uma sustentação bem legal ao belíssimo solo da faixa e um dos melhores do disco. “Black Tormentor” segue a linha das demais e tem um instrumental também muito competente, Rodrigo traz um pouquinho de Bruce Dickinson nos vocais, só que com mais vontade e agressividade. Em meio ao solo, temos pela primeira vez o baixo em destaque com linhas precisas e bem na cara por parte de André dos Anjos; (aproveito pra deixar cornetado pro segundo disco) as linhas de baixo são excelentes, mas as senti ela meio "escondida" na mixagem. Vale salientar também o refrão simples e grudento!


“Let Me Live Again” chega pra dar um respiro ao disco, uma semi balada das mais bem caprichadas. Baixo pulsante, guitarras inspiradas por parte de Márcio e Diego e uma interpretação caprichada e acima da média por parte de Rodrigo, conseguem fazer desta, uma das grandes músicas do disco. Confesso que geralmente pulo as baladas no disco, mas esse é extremamente agradável e grudenta!! O clima introspectivo é quebrado sem prévio aviso com a arrasa quarteirão “Face The Death”. Aqui, o baterista Alexandre mostra toda sua técnica usando e abusando de pedal duplo e de boas viradas. O riff que conduz a música é simples, certeiro e vibrante! Rodrigo alterna entre agudos potentes e passagens mais agressivas dando um toque especial a faixa. O solo dessa música é certamente o melhor do disco, não só pelo solo em si mas pela ambientação do momento, com um belo riff de fundo, um baixo potente e a bateria agressiva já citada acima. Não poderá faltar nos shows da banda!!! 
“Erase The Rainbow” tem um começo lindo, um belo dedilhado e vocais emotivos, lembra um pouco até a época em que o Iron Maiden ainda lançava bons discos. O clima calmo é quebrado abruptamente por um ótimo riff. A música parece de sido tirada diretamente dos anos 80 e tem tudo para obter grande destaque entre os fãs da banda e de Heavy Metal em geral.

Uma introdução de baixo, ótimos riffs e uma fritada na guitarra iniciam mais um bom destaque do disco, a faixa "Praying For Nothing". Com riffs curtos, uma estrutura bem construídos e um interessante solo de bateria na metade final da música, temos mais um bom momento para o competente baterista Alexandre Oliveira mostrar sua técnica.
A faixa mais trampada do disco ficou para o fechamento e carrega o título da obra. “Involution” traz uma mensagem real e bem pessimista em sua letra sobre a “involução” ao qual a humanidade vem sofrendo em grau avançado, em termos de guerras e crueldades. Instrumentalmente falando, essa música é uma mistura de Sabbath fase Dio com o finado Iron Maiden da boa fase, mas sem perder a identidade própria da banda. Vale destacar também a bela capa de “Involution” que de alguma forma é inspirado na "A Origem das Espécies" de Darwin em sua temática. O desenho é de autoria do próprio vocalista da banda Rodrigo Sinopoli. 
Esperam que leiam e principalmente, que prestigiem o trabalho desses caras que é realmente muito bom, o Brasil está longe de ser um país com apenas duas bandas, mas depende de você abrir olhos e ouvidos pro monte de coisa boa que nossa cena underground oferece.

Entre em contato com o Primator



Rodrigo Sinopoli - Vocal
Márcio Dassié - Guitarra
Diego Lima - Guitarra
André dos Anjos - Baixo
Alexandre Oliveira - Bateria


1 Primator
2 Deadland
3 Flames of Hades
4 Caroline
5 Black Tormentor
6 Let Me Live Again
7 Face the Death
8 Erase the Rainbow
9 Praying for Nothing
10 Involution