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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Cruentator - Ain't War Hell? (2018)

Se há uma certeza quando nos referimos ao cenário do metal na atualidade, é a de que estamos vivendo uma fase maravilhosa e extremamente produtiva.
Com o revival das bandas do Metal oitentista, temos visto cada vez mais bandas surgindo e fazendo Metal de excelência para fazer até os mais saudosistas e reféns daquela época, ficarem encantados com tantas ótimas bandas ao redor do mundo e, trabalhos incríveis sendo feitos. Muitas bandas surgidas na primeira década pós 2000, vêm cada vez mais consolidando seus nomes no cenário do metal e conquistando cada vez mais fãs. Outras, recém-formadas e ainda engatinhando, despontam para o cenário em 2018 debutando com trabalhos repletos de qualidade e muita competência. Quero falar de uma banda específica, formada na Itália e, que debutaram em janeiro de 2018, com um álbum bastante coeso, técnico e carregado das melhores influências do Metal 80/90, sendo as influências mais perceptíveis Kreator, Demolition Hammer, Morbid Saint, Sadus, Razor e Sodom.


A banda Cruentator (thrash/death) foi formada em 2015 por ex - membros da banda Bowel Stell (Gore brutal). O Cruentator faz um Thrash Metal da mais pura qualidade, devastador e altamente viciante e técnico. O álbum debutante "Ain't War Hell?", traz oito faixas de metal abrasivo, raivoso e agressivo, em uma verdadeira mostra do metal feito para não deixar ninguém parado, esta foi a aposta da banda e, foi de fato um tiro certeiro.
São 32 minutos de muita paulada e a certeza de que é uma banda que tem futuro pelo enorme potencial apresentado e a qual deveremos prestar atenção e aguardar os frutos deste excelente trabalho, com destaque para as faixas: "Evil Is Prowling Around", "Merciless Extermination", "Tyrants of the Wasteland" e "Cluster Terror". 



Ambro - Vocal
Vanni - Baixo
Riccardo - Bateria
Omar - Guitarra
Massi - Guitarra

1. Merciless Extermination
2. Tyrants Of The Wasteland
3. Barbaric Violence
4. Evil Is Prowling Around
5. The Nightstalker
6. Marching Into A Minefield
7. The Shining Hate
8. Cluster Terror

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Evilizers - Center Of The Grave (2018)

É impressionante a gama de ótimas bandas que estão surgindo dentro do Metal, grupos de extrema qualidade que buscam um reconhecimento dentro do cenário com trabalhos interessantes e honestos. O Evilizers foi fundado em 2013 pelo guitarrista Fabio Novarese e pelo baixista Alessio Scoccati, inicialmente como banda cover do lendário Judas Priest, mas em meados de 2017 a banda começou a compor músicas autorais.

“Center Of The Grave” é o álbum de estreia da banda italiana, o debut possui 9 faixas de certa forma bem imprevisíveis (no bom sentido e claro huahaauh), e o que encontramos no som dos rapazes é o mais puro Heavy Metal tradicional com pitadas do Doom e em alguns momentos do Thrash Metal. 


A faixa de abertura denominada “Machinery of Evil” é uma introdução de certa forma bem instigante, composta pelos mais variados ruídos de máquinas. ”Evilizers” com seu instrumental bem coeso é um Heavy tradicional com refrões bem viciantes ao melhor estilo Judas Priest e Accept. Em seguida, temos “Final Goal”, uma faixa mais melódica que a sua antecessora, com belos duetos de guitarra e uma cozinha certeira que também são os destaque desta canção.
“Metal Is Undead”, a quarta faixa do álbum, nos brinda com uma introdução ao melhor estilo Thrash Metal, a canção intercala bons solos de guitarras e uma quebra de ritmo bem bacana. Uma bela intro de baixo, cortesia do baixista Alessio Scoccati marca o início da excelente faixa título, além de riffs de guitarras inspirados e mais cadenciados ao melhor estilo Doom Metal tradicional. 
Dedilhados e uma intro com piano marcam a introspectiva “The End Is Near” que de certa forma casaram muito bem com a proposta da canção, mas com o desenrolar a mesma ganha um peso descomunal e ótimas performances de todos os integrantes, o que deixa bem evidente o entrosamento do grupo. “Break Up” e “Death Of The Sun” são faixas mais simples, mas bem viciantes e empolgam logo na primeira audição. Encerrando o álbum temos a magistral “Survival” com belíssimos arranjos, riffs e solos bastante inspirados, além de uma performance fantástica do vocalista Fabio Attacco.

Enfim, encerro esta resenha ressaltando o excelente debut “Center Of The Grave” dos italianos, que nos mostra em pouco mais de 30 minutos de duração, uma banda com muita maturidade, versatilidade e competência nas suas composições. Aos amantes do bom e honesto Heavy Metal, a indicação do registro é mais do que recomendada. Ouçam sem moderação!



Lineup:
Fabio Attacco - Vocal
Fabio Novarese - Guitarra
Davide Ruffa - Guitarra
Alessio Scoccati - Baixo
Giulio Murgia - Bateria e piano


Tracklist:
1. Machinery of Evil
2. Evilizers
3. Final Goal
4. Metal Is Undead
5. Center of the Grave
6. The End Is Near
7. Break Up
8. Death of the Sun
9. Survival

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Stamina - System of Power

Dentro do metal, temos os subgêneros, e dentro desses subgêneros encontramos uma abarrotada gama de bandas competentes porém desconhecidas. E quando falamos de Power Metal, principalmente europeu, dois países nos vem a mente, Alemanha e Itália. Por hoje, esqueçamos um pouco a Alemanha e seu Power Metal rápido e visceral, e vamos nos atentar na Itália, com seu Power Metal mais melódico e cheio de teclados.

É fato que todo país tem seus medalhões, na Itália, temos Derdian, Drakkar, o clássico White Skull, e o gigante Rhapsody of Fire (e as suas vertentes criadas por Luca Turilli). Lá também temos bandas menores, mas tão boas quanto uma dessas bandas maiores, como Fogalord,  Ancestral, e claro Stamina. E justamente ouvindo o disco "System of Power" de 2017 do Stamina eu me dei conta (novamente) de o quanto o Power Metal é um gênero gostoso de se ouvir.

O Stamina é uma velha conhecida dos fãs do estilo, a banda já possui 16 anos de estrada e coleciona ao todo 4 álbuns de estúdio. E como de costume, cada disco possui uma evolução imensa, o que nos prende mais ainda as músicas apresentadas pela banda. O disco é composto por 8 músicas bem produzidas e muito bem criadas. Como o caso da música de abertura do disco, "Holding On", que com um dueto simples e bem sincronizado entre teclados e guitarra impressiona o ouvinte, o peso das cordas do quarteto é de se impressionar. Os vocais do jovem Alessandro Granato são de impressionar, uma voz suave porém marcante, agregam valor a obra apresentada. Como todo clássico Italiano, o solo se trata de uma mini batalha entre a guitarra de Lucas Sellito e os teclados de Andrea Barone. 

Logo em sequência temos a otima faixa "Must Be Blind" que, repetindo a boa formula da música anterior, soa suavemente em nossos ouvidos, mesmo tendo um solo tão virtuoso e bem realizado. Seguindo o play, temos a mais agitada "One In A Million", que é introduzida por toques de teclado que te levam para outra realidade. As bases clássicas e rítmicas dão uma ótima atmosfera para a faixa, e combinam tão bem com os vocais de Alessandro. Prosseguindo a audição, temos a música mais suave do disco, a linda "Undergo (Black Moon Pt. 2)". São 7 minutos de puro sentimento e calmaria​, em uma faixa que facilmente agrada aos ouvidos mais seletivos. Não há como dar detalhes dessa música, apenas ouvindo para saber. 

Ouvindo esse disco, eu cheguei nessa parte e pensei, "onde estão os clichês do Power Metal? Aqueles tecladinhos alegres, aqueles refrões com coros, e aquelas bases mais riffadas?". Bem, a faixa "Love Was Never Meant To Be" respondeu todas as minhas perguntas. Se você acha que clichês estragam uma música, está enganado! Quando dosados da forma certa eles enriquecem uma criação muito bem. Ouçam essa faixa e me dêem suas opiniões. "System of Power" é uma música bem clássica do estilo, e bem executada também, porém sem muitos pontos altos em seu decorrer. Novamente os clichês vem dar as caras, dessa vez em "Why", a bateria mais ritmica de Andrea Stipe (único que não é mesmo oficial da banda), em conjunto a um baixo que visa o suporte de som, contribui para a suavidade da música. Uma bela faixa. Para fechar o disco, a banda voltou aos moldes das duas primeiras faixas em "Portrait Of Beauty", conseguindo, assim, finalizar o disco em grande estilo.

O disco já é uma grande pérola do Power Metal italiano, e a banda já é um grande representante de seu país dentro do Metal. Se você gosta ou não de Power Metal, recomendo que ouça esse disco, pois ele irá sanar todos os seus preconceitos sobre um estilo tão bom quanto esse.

Formação: 
Mario Urciouli - Baixo
Lucas Sellito - Guitarra
Andrea Barone - Teclado
Alessandro Granato - Vocal
Andrea Stipe - Bateria

Tracklist:
01 - Holding On
02 - Must Be Blind
03 - One In A Million
04 - Undergo (Black Moon Pt. 2)
05 - Love Was Never Meant To Né
06 - System of Power
07 - Why?
08 - Portrait of Beauty

Redigido por Yurian Paiva