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quarta-feira, 14 de março de 2018

Orphaned Land: Documentário “All Is One” da Rockpalast está disponível


O programa de TV alemão “Rockpalast” produziu um documentário de uma hora intitulado All Is One, sobre a banda de metal progressivo israelense ORPHANED LAND. O filme, que contém imagens de show do ORPHANED LAND e CARCASS .(que têm uma aparição no documentário).
"All Is One" é mais do que o nome de um dos álbuns do ORPHANED LAND, é a filosofia do quinteto, alegando que os três grandes grupos religiosos – cristãos, muçulmanos e judeus – provêm da mesma origem. Os cineastas alemães Ingo Schmoll e Conny Schiffbauer visitaram Israel para trilhar o caminho da banda e obter uma visão pessoal da vida dos músicos, visitando os membros da banda em casa, conhecendo suas famílias e aprendendo sobre sua rotina diária.

“No documentário, tentamos levar ao público algo além das intermináveis ​​discussões sobre os conflitos no Oriente Médio, dando uma abordagem muito mais humana para tudo”, explicam os cineastas.

O ORPHANED LAND incorpora influências do Oriente Médio em quase todas as suas músicas e é considerada a principal banda de metal em Israel. Eles também criticam regularmente a religião e a política, com o cantor Kobi Farhi dizendo ao New Statesman em uma entrevista recente que ele evita a adoção de posições políticas diretas. “Olha, eu não gosto do atual governo israelense”, ele explicou, “mas as pessoas cometem o erro de pensar que somos da ala esquerda. Nós não somos. Também não somos da direita. Não gostamos dos políticos e da corrupção deles”.

O ORPHANED LAND possui um grande séquito de fãs entre judeus e árabes. Além disso, a banda fez em 2013 uma turnê ao lado da banda de metal palestina KHALAS. As duas bandas compartilharam o mesmo ‘tour bus’, o palco e também juntas o prestigiado prêmio Metal Hammer.

Perguntado pelo New Statesman se ele acredita que ser israelense o coloca em uma posição privilegiada em relação aos palestinos, Kobi disse: “Ser judeu não é privilégio! Olhe a nossa história. Somos boicotados em todo o Oriente Médio. Temos fãs em Egito, mas não podemos tocar para eles”

O ORPHANED LAND existe desde 1991 foi a banda de suporte do METALLICA em Israel. Em 2012, os fãs do ORPHANED LAND começaram uma petição on-line para nomear a banda para o Prêmio Nobel da Paz.

O último álbum do ORPHANED LAND, Unsung Prophets & Dead Messiahs, foi lançado no dia 26 de janeiro via Century Media e sua resenha pode ser lida neste link



segunda-feira, 12 de março de 2018

Orphaned Land - Unsung Prophets & Dead Messiahs (2018)

Em janeiro deste ano a banda israelense Orphaned Land lançou após um hiato de cinco anos o álbum intitulado "Unsung Prophets and Dead Messiahs", um trabalho que dispõe de uma complexidade musical muito grande porém com um excelente nível de produção onde todos os diversos elementos estão muito bem equilibrados, tornando a sua audição extremamente agradável (particularmente foi um desafio muito grande fazer essa resenha mas ao mesmo tempo prazerosa, só espero transmtir isso por meio desse texto). Para quem não conhece a banda, o Orphaned Land é o percussor de um gênero autointitulado "Oriental Metal", que é basicamente uma vertente do folk metal associando com elementos da música do Oriente Médio com as divisões mais comuns do metal.
Para quem conhece a discografia da banda, a parte musical é influência forte dos últimos trabalhos mesclando elementos mais pesados de Mabool e The Never Ending Way of ORWarriOR com a parte orquestrada de All Is One, tornando o álbum versátil em todos os aspectos desde ao tempo das canções como também a levada de cada uma das músicas, outro ponto interessante é o retorno de vocais guturais que eram características mais costumeiras dos primeiros trabalhos da banda. Esse álbum é o primeiro após a saida de um dos fundadores, o guitarrista Yossi Sassi, onde especulou-se o impacto que teria no processo criativo e constata-se que pouco ou nada mudou.


Em relação à parte lírica, o álbum utiliza como temática principal a Alegoria da Caverna de Platão, publicada em seu livro "A Republica" (sugiro a leitura do texto para a melhor compreensão das músicas). A banda utiliza de tal alegoria para correlacionar com fatos e personagens históricos, (pelas faixas pode-se ver diversas referências) os quais seriam os "Profetas desconhecidos e Messias mortos" por aqueles que eram incapazes de sair das trevas da caverna e atentaram contra aqueles que queriam levar a luz da verdade e do conhecimento.
Analisando musicalmente cada uma das treze faixas, a unica uniformidade que notamos é em relação a temática que segue uma sequencia fatual entre elas. O álbum começa com a faixa "The Cave" que dá o cartão de visitas ao ouvinte de qual será a dinâmica do trabalho e também inicia a trajetória do "Profeta" relatando musicalmente a alegoria platônica, o curioso é que se trata de uma canção com um pouco mais de oito minutos, que particularmente acho uma postura arrojada para iniciar um álbum. As faixas seguintes, "We Do Not Resist" e "In Propaganda" são críticas de como instrumentos mediáticos são fatores acorrentadores na busca do conhecimento, a primeira canção mais pesada, com guturais de Kobi Farhi muito bem trabalhados reforçam o tom crítico da canção e a segunda mais orquestrada com a presença de elementos tradicionais é bem curta, com um pouco mais de três minutos somente.


"All Knowing Eye", a quarta canção tem cara de balada, de letra curta relata a que o "Olho que tudo sabe" mantém os seus "escravos" nas trevas, mais uma referência à alegoria platônica (ela tem um riff no final que parece que veio de uma banda de viking metal). Em seguida, vem "Yedidi", canção em hebraico, naturalmente carregada de elementros "folk", algo relativamente corriqueiro para quem já acompanha a banda. A sexta canção é a longa "Chais Fall to Gravity", com a participação do guitarrista Steve Hackett, uma das almas do clássico Genesis, que atualmente está em carreira solo. A música com ar melancólico, mescla o "folk oriental" com os solos mélodicos de Hackett mais o belissimo trabalho de corais, a canção retrata o momento que o "Profeta" sai da caverna e buscará o conhecimento que está na luz. A faixa seguinte é a "Like Orpheus", o primeiro single deste trabalho conta com a participação do vocalista do Blind Guardian, Hansi Kürsch (também conhecido como "O Deus Vivo"), uma canção mais simples musicalmente, acredito que na medida para ser a faixa de divulgação, sem contar no clipe que possui uma sensibilidade muito grande em relação à liberdade religiosa contando com a participação (somente visual) do "Big Four" alemão Kreator. Na faixa oito, temos a curta "Poets Of Prophetic Messianism", outra canção com pegada mais folk. Logo depois, vem "Left Behind" e "My Brother's Keeper", canções que vem com o pacote completo dos elementos do álbum, eles retratam o dilema do "Profeta" de resgatar ou não aqueles que permanecem na "caverna".

A antepenúltima canção, "Take my Hand" mantém a dinâmica das faixas anteriores e retrata o convite do "Profeta" para que os demais que estão na caverna saiam de suas correntes e partam para a luz do conhecimento. "Only The Dead Have Seen The End Of The War" canção que conta com a participação de Tomas Lindberg (At The Gates) que da por meio do seu gutural o peso necessário que o título retrata, mas sem perder a parte orquestrada e as influências do "Oriental Metal" da banda. A faixa fala da morte "Profeta" (no final da faixa pela sonoplastia, dá a entender que ele foi decapitado) e encerrando o trabalho, temos a praticamente instrumental "The Manifest - Epilogue", com a pegada de "balada" apresentada em outras canções (na verdade é um trecho bem semelhante da Chais Fall to Gravity) fazendo referências aos "Profetas desconhecidos e Messias mortos". Não é nenhum exagero chamar esse álbum de "obra prima" musical da banda israelense, um trabalho minucioso, complexo, mas que tem um resultado esplêndido, um belo "tapa na cara" daqueles que acreditam que fonte de ideias para o metal secou, um álbum que deve ser ouvido diversas vezes para se entender completamente e cada nova audição aumenta a vontade de ouvir novamente.

Agradecimentos ao Marcelo Soutullo pelo ótimo texto!!



Kobi Farhi – Vocais
Chen Balbus – Guitarra
Idan Amsalem – Guitarra
Uri Zelcha – Baixo
Matan Shmuely – Bateria

01. The Cave
02. We Do Not Resist
03. In Propaganda
04. All Knowing Eye
05. Yedidi
06. Chains Fall To Gravity
07. Like Orpheus
08. Poets Of Prophetic Messianism
09. Left Behind
10. My Brother’s Keeper
11. Take My Hand
12. Only The Dead Have Seen The End Of War
13. The Manifest – Epilogue

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Orphaned Land - Mabool:The Story of the Three Sons of the Seventh (2004)

(Century Media)


Gravado entre Julho e Outubro de 2003, nos Zasa Studios e Bardo Studios, em Israel, Mabool é o terceiro álbum dos israelenses do Orphaned Land.
Produzido pela própria banda, é um trabalho conceitual e, devido a este conceito, demorou, entre composição e produção, seis anos para ser lançado.
A estória descrita na obra versa sobre três filhos(anjos) do Sétimo(cabendo esclarecer que o número mitológico 7 remete à Deus). O Sétimo dividido em três. Três estes, que, por sua vez, representam os extremos da religião Abraâmica; o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo.
Deus ficara enfurecido pelo fato de, por medo da sua imensa força, os três anjos tivessem se reunido e, ignorando ordem divina, fundiram-se num único e poderoso anjo, porém não tão poderoso quanto Deus. Este último, por sua vez, imediatamente exilou-os, agora novamente separados na Terra e sentenciou-os a lutarem uns contra os outros, no intuito de prová-los, sendo que só o vencedor seria readmitido no Paraíso. Os anjos ainda precisariam, também, convencer a Humanidade a abandonar os seus pecados e a exortá-la sobre a iminente punição que lhe sobreviria caso não abandonasse suas iniquidades.


As canções sucedem-se descrevendo a jornada dos três anjos, seus combates, cheios de violência, seus argumentos junto à Humanidade e o seu completo fracasso, o que deixa claro o fio condutor da história; a completa derrocada das religiões.
As letras detalham séculos de lutas, perseguições e sofrimento, inspiradas na Bíblia(Livro do Genesis) e nos poemas de Rabbi Shalom Shabasi.
Apesar de bem composto, bem tocado e bem cantado, o som não é dos melhores; ponto negativo para estúdios e técnicos de som. Ainda assim, é pesado.
Kobi Farhi é bom vocalista e excelente letrista; Yossi Saharon e Matti Svatizky são ótimos guitarristas; Uri Zelcha é um baixista competente e os teclados de Eden Rabin dão tido o "clima" que a obra necessita.
O baterista convidado, Avi Diamond é muito bom. A cantora Shlomit Levi participa com qualidade e cabe salientar as orquestrações do Moran Ensemble, lindas.
Mabool é um álbum de difícil digestão, pela complexidade lírica, mas, paradoxalmente, satisfaz a todo aquele que gosta de música pesada. Ademais, a competência dos músicos envolvidos, o som exótico, fortemente influenciado pela cultura oriental garantem a diversão. 
Um álbum que merece ser ouvido do início ao fim.
Foram lançados dois vídeos promocionais, "Ocean Land" é a preferida deste que vos escreve;

Redigido por Junior Costa

Tracklist:
01.Birth of the Three (The Unification)
02.Ocean Land (The Revelation)
03.The Kiss of Babylon (The Sins)
04.A'salk
05.Halo Dies (The Wrath of God)
06.A Call to Awake (The Quest)
07.Building the Ark
08.Norra El Norra (Entering the Ark)
09.The Calm Before the Flood
10.Mabool (The Flood)
11.The Storm Still Rages Inside
12.Rainbow (The Resurrection)