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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Nightbreed - Beyond Inferno (2018)


Vai ano e vem ano e sempre somos surpreendidos com ótimos lançamentos de bandas que buscam um maior reconhecimento. Lançado oficialmente em 31 de janeiro de 2018, Beyond Inferno é o segundo álbum de inéditas do quinteto grego denominado Nightbreed, e se mostra mais bem produzido e mais maduro que o seu antecessor, o ótimo auto intitulado de 2015. E o que encontramos aqui é o mais puro e honesto Thrash Metal, com influências latentes de Exumer, Exodus e Testament. 
O álbum se inicia com a faixa “Chained To The Nightmare” uma inusitada e belíssima introdução composta por teclados e uma atmosfera bem épica. Em seguida, temos a brutal “Beyond Inferno”, onde o vocalista Nir Beer esbanja toda sua fúria com seus vocais ultra raivosos, acompanhado de riffs cortantes e solos de guitarras bem encaixados, “Psychotic Crime” começa de forma mais cadenciada, mas vai ganhando mais peso, nota se também ótimas dobras de guitarras, mostrando o bom entrosamento dos guitarristas Stelios Makris e George Kyriazis.


Na sequência temos a crua e certeira “Graves Below”, faixa esta para nenhum fã de Thrash Metal colocar defeito.”Ripped By Chains” alterna momentos mais cadenciados e acelerados, mas se mostra muito bem elaborada com ótimos riffs e uma cozinha bem feita, a sexta música denominada “Coven Of The Soulless “ é um verdadeiro soco no estômago de tamanha agressividade, que não dá o mínimo de descanso ao ouvinte, sem dúvidas,um dos pontos mais altos do registro. Dando andamento ao álbum temos a trabalhada “Infinite Space...Infinite Terror”, onde o maior destaque fica para o solo de guitarra extremamente virtuoso e bem executado.

A faixa “Prowling Evil” flerta em alguns momentos com o heavy, mas sem perder a agressividade característica do Thrash. A penúltima faixa “The Lynching” soa como manda o manual do gênero, faixa esta que leva o ouvinte ao completo êxtase de tamanha brutalidade, encerrando o registro temos a brilhante “Human Sacrifice” que começa com um riff bem cadenciado, mas com o desenrolar a mesma vai ganhando peso e quando menos se espera somos presenteados com belas linhas de baixo e um dedilhado sensacional, sem dúvidas o maior destaque do álbum.
Portanto, meus caros, eis aqui uma obra de altíssimo nível, que, com certeza, agradará a todos os amantes do gênero. “Beyond Inferno” nos mostra que o Metal moderno não precisa ser reinventado, mas que precisa ser honesto e competente naquilo que sem propõe a fazer. Sem pestanejar um dos melhores álbuns do Thrash Metal de 2018. 


Formação:
Nir Beer: Vocal
Stelios Makris: Guitarra
George K: Guitarras
Alexandros Gousios: Baixo
George Panoudis: Bateria

Tracklist:
01. Chained To The Nightmare (Intro)
02. Beyond Inferno
03. Psychotic Crime
04. Graves Below
05. Ripped By Chains
06. Coven Of The Soulless
07. Infinite Space...Infinite Terror
08. Prowling Evil
09. The Lynching
10. Human Sacrifice

sábado, 30 de dezembro de 2017

Morgana Lefay (aka Lefay) - S.O.S (2000)

Jóias lindas e raras são extremamente caras, e todos nós sabemos o porque. Além de serem raras, as pedras passam por um processo de polimento rigoroso, são lavadas em banhos químicos, lixadas, algumas passam por calor, até chegar ao seu brilho e valor final. E o metal é cheio de belas jóias, e claro, os países europeus detonam com tanta qualidade. Alemanha, Finlândia, Noruega e Suécia são os maiores centros europeus produtores e exportadores de tais belezas. A Suécia é um belo exemplo de tal jóias, cada dia que passa, novas bandas vem a tona, e as antigas se tornam mais acessíveis a nossos ouvidos. Como o caso do Morgana Lefay, uma banda completa, que exerce um estilo único, com qualidade e sendo bem criativos, fugindo da mesmice. 


Morgana Lefay surgiu em 1986 sob o nome Damage, mas logo em 1989 trocou de nome para o atual. Tendo por membros fundadores o guitarrista Tony Eriksson e o excelente vocalista Charles Rytkönen. O primeiro lançamento, "Symphony of The Damned", marcou o estilo que seria sempre usado e seguido pela banda, um Heavy Metal repleto de influências do Power, e com resquícios de Thrash Metal. E como uma bela jóia, o Morgana Lefay foi se lapidando atravéz dos anos. Como tudo nem sempre é fácil, a banda sofreu alguns problemas judiciais devido ao nome em 1997. Porém, seguiu ativa entre os anos de 1997 até 2004 sob o nome de Lefay (nossa como mudou...). E foi nessa época que a banda atingiu um grande peso que levaria para seus futuros lançamentos. Em 1999, foi lançado o disco The Seventh Seal e uma re-edição do Symphony of The Damned. Após, no ano de 2000, foi lançado o disco mais técnico da banda, o disco SOS.

Com uma formação onde, além de Tony nas guitarras e Charles no vocal, contava com Rob Engström na bateria, Mick Âsentrop no baixo e Peter Grehn na outra guitarra a banda segui o seu estilo já apresentado anteriormente, porém dessa vez com muita qualidade e diversidade, com técnica e boa execução. Percebemos isso logo na faixa de abertura do disco, a homônomia SOS ou "Save Our Souls", as guitarras pesadas e carregadas acompanhadas de uma bela bateria rítmica e um baixo suave permitem que o vocal de Tony ressoe forte e penetrante.
O refrão conta com outras vozes bem encaixadas, que nos transmitem a sensação de apelo, porém sem exageros sonoros. O solo simples, rápido e cativante combina com perfeição na faixa, nos prendendo a cada nota tocada. A segunda faixa apresentada pelo disco, chama "Cimmerian Dream", e segue o princípio da música anterior, porém com uma bateria mais rápida, com algumas viradas mais brutas e uma base e baixo continuo. A 'bridge' da faixa é o que mais destaco aqui, o peso e velocidade das cavalgadas da guitarra assombram, sem mencionar o pedal rápido de Rob. O solo da faixa trabalha mais com efeitos sonoros de bends e slides, combinando com toda a atmosfera pesada e sombria da faixa. "Sleepwalker" possui uma introdução dedilhada, mas uma base mais pegada a aspectos pouco puxados para o Doom Metal, além da presença e peso do baixo metálico e uma bateria visando o uso de pratos mais profundos em algumas partes. Mas não podemos esquecer da premissa da banda, um Heavy/Power Metal, ou seja, as coisas não ficam apenas presas ao som mais cadenciado. Uma bela canção.

Ah, aquela balada que todos esperam ouvir nos disco. Essa é "Epicidium". Porém não se engane, apesar de sua introdução bela e calma, a faixa possui duas faces, a tranquilidade e a ferocidade. Flertando entre acústico e elétrico, a música revela a grande diversidade de tons que Tony pode alcançar, desde uma voz suave e limpa, até seus vocais mais berrados e rasgados. Como me agrada essa faixa! "When Gargoyles Fly" e "What Dreams Forbode" apresentam um pouco de influência do US Power Metal, ouvimos riffs carregados de técnica, além de uma presença do baixo. Os solos são mais técnicos e se encaixam bem nas atmosferas das faixas. Neste ponto do disco, ouvimos as faixas com uma maior cadência, como caso de "Blodred Sky" e "Help Me", sons lentos e bem conclusivos, que ficam em nossas mentes. A faixa "The Quest For Reality" reaviva o disco com uma boa velocidade ala Thrash Metal, com peso e agressividade, a música surpreende bastante. 

Eis que a faixa derradeira se aproxima, "The Choice". Junte qualidade, cadência, grandes doses de Doom, peso e uma inimaginável qualidade vocal. Pronto, você cria a faixa mais marcante do disco, são 7 minutos de pura beleza construída. Os vocais de Tony combinam perfeitamente com a atmosfera mais lenta, e as alterações feitas pelo mesmo não permitem que a música se torne massante. Uma coisa legal, é que a introdução da primeira faixa do disco coencide com o fim desta ultima faixa, ouçam, irão perceber o mesmo. Após o lançamento do disco, novamente a jóia sofreu uma lapidação, a banda voltou a usar seu nome completo, Morgana Lefay, teve a substituição de alguns membros e lançou mais dois discos, chamados de Grand Mateira (2005) e Aberrations of The Mind (2007).

Hoje, seguem em ativa, porém sem nenhum lançamento. Esperamos anciosamente para que esta jóia sueca nos conceda algum novo disco, e mostre o quanto o tempo a lapidou. 


*Um fato curioso sobre a banda, é que enquanto esteve sobre o outro nome (Lefay), foi lançado um disco abaixo do nome "Morgana Lefay". O disco é um homônomio que conta com a seguinte formação: Danne Person (vocais), Thomas Persson (Guitarra), Jonas Söderlind (Bateria) e J. von Heder (Baixo). Este é o único disco que não conta com os dois membros fundadores, e segue um estilo diferente, um Hard n' Heavy mais melódico. A atual formação da banda não reconhece tal disco como sendo parte da discografia do Morgana Lefay.

Nota: 8,4

Tracklist:
01 - Save Our Souls
02 - Cimmerian Dream
03 - Sleepwalker
04 - Epicidium
05 - When Gargoyles Fly
06 - What Dreams Forbode
07 - Bloodred Sky
08 - Help Me 
09 - The Quest For Reality
10 - The Choice

Redigido por Yurian Paiva

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Gaslarm - Environmental Disaster (2017)

Leia a primeira parte dessa série aqui, e a segunda aqui!

"Environmental Disaster" é o 3° Full da One Man Band Gaslarm. O disco abre novos horizontes para banda, mesmo a brutalidade apresentada nos outros discos sendo um pouco menor, existe uma melhora significativa na técnica de instrumentação de Anders e consequentemente um melhor entrosamento entre os instrumentos. Conforme pode ser visto em "Revenge", a primeira (e longa) faixa do disco, com seus quase 12 minutos de duração. Os riffs buscados por Anders não cansam e combinam com a bateria de pedal duplo e simples. As Bridges da música possuem um pouco de influência do Power Metal americano, dando assim uma diferenciada dessa faixa para as demais. Mas o álbum todo é voltado para o estilo apresentado por Anders, aja visto a próxima faixa "False Messiah", que já se inicia frenética e com violentas pancadas na caixa da bateria que ao serem combinadas com uma veloz base nos remete a nomes com Razor, Exciter e Agent Steel. Os solos não são tão virtuosos como o restante das músicas, mas são satisfatórios, como o caso desta faixa, um solo simples, mas bem encaixado com os demais elementos.

"Gyroscope" é a faixa mais calma e 'lenta' deste disco compacto, mas mesmo assim, possui sua violência e agressividade, as únicas coisas que mudam, é a introdução e os refrões mais lentos, de resto, a velocidade toma conta da faixa. Um fato curioso nesta música é a presença de vocais femininos em determinada parte da música, abrindo assim uma nova cadeia de oportunidades e ideias pra banda. Em "Kill The Beast" temos um som que segue mais a pegada dos outros discos já lançados, riffs 'crus', bateria rítmica com algumas passagens mais rápidas e um baixo que apenas serve de sustentação para o som. Os vocais mais leves e ecoados dão um ar de som Old School que combina bem com a faixa. Já em "Crush The Stars" temos uma introdução dedilhada e bem suave, que após 37 segundos se transforma em riffs pesados e uma bateria com pedais duplos bem fortes. Os vocais nesta faixa são um pouco mais modulados, Anders trabalha com tons mais graves de sua voz em pequenas pontes, se assemelhando a comunicações de rádio (ao ouvir eu imaginei isso), como nas primeiras palavras ditas na música. As ligações dos riffs da música são feitas sem nenhum tipo de breakdown, afinal, estamos falando de Speed Metal. Novamente o "solo" apresentado deixa a desejar, sendo ele sem nexo e quase inexistente. "1066" conseguimos ouvir um som mais cadenciado e pesado. Porém, a faixa não segue nenhum padrão diferente do já apresentado, sendo assim, o solo é pouco envolvente e pequeno. O que salva a faixa é o uso (e o não uso) de alguns instrumentos de corda, afinal, o riff em que as guitarras cessam e o baixo assume a presença dão um 'up' na música. 

As duas últimas faixas do disco, tem uma presença mais rápida e abusiva, como "You're The Cause", riffs rápidos sustentados pelo baixo, uma linha de bateria extremamente Speed, e uma energia esmagadora. O que parecia ter seguido um caminho diferente, se mostrou ainda arraigado no íntimo de Anders. Já "Dark Twist of Fate" novamente vemos a boa evolução da técnica do músico, a construção do acústico com a parte mais agressiva da música é bem feita. Em sequência, temos um riff bem rápido e muito bem construído, seguido do ótimo acompanhamento da bateria. Os vocais entram muito bem na música, e dão o toque exato de qualidade na faixa. Uma ótima pedida para se fechar o disco.

Nota: 7,8

01 - Revenge
02 - False Messiah
03 - Gyroscope
04 - Kill That Beast
05 - Crush The Stars
06 - 1066
07 - You're The Cause
08 - Dark Twist of Fate

Redigido por Yurian Paiva

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Takken - Indicação (Thrash Metal)

O Takken é uma banda paulista de Thrash Metal formada por membros das bandas Scars e ChaosFear​. Fundada em Novembro de 2015 a proposta da banda é fazer uma mistura do thrash dos anos 80 com a sonoridade das bandas da nova geração, mantendo as características e identidade adquirida pelos membros da banda ao longo dos anos.

O Takken tem grande preocupação com o conteúdo e teor de suas letras, os temas abordados giram em torno de política, conflitos religiosos, guerras e as grandes transformações ocorridas em nossa sociedade.

Com exclusividade do Terreiro, o baterista Billy Houster comentou sobre os três singles já divulgados:
Die By Your Faith: Foi nosso primeiro single. Uma música que expressa bem o Thrash Metal tradicional, para aqueles fãs OldSchool saca? Retrata sobre as pessoas que morrem pela sua fé... Guerras “Santa”, homens-bomba, etc.
Political Genocide: Essa música começa a puxar para os elementos atuais que mencionei anteriormente. É uma música que transita do dedilhado, levada cadenciada a uma levada rápida e extrema! Sobre o que fala? Basta ver a situação RIDÍCULA da nossa política, que vocês entenderão do que a música se trata! Risos...
Taken by Hate: Para quem gosta de uma música cadenciada, densa... Pesada! Essa é a música. Particularmente gosto muito dos riffs dessa música e a linha de voz do Régis é matadora!
A banda já está trabalhando em seu primeiro disco de estúdio e a previsão é para o ano que vem. Sob o processo criativo Billy comenta: Nosso processo de composição, geralmente, inicia-se pelas guitarras (Até então o Fernando). Ele traz idéias de Riffs, e vamos compondo todos juntos. O que acho um ponto interessante é que todos dão opiniões em todos instrumentos e voz. O Régis, por exemplo, sempre sugere paradas e viradas na bateria, o Fernando opina sobre a dinâmica das levadas, e vice-versa. Todos somos super abertos a esse tipo de crítica no processo como um todo.


Takken é:
Regis F. Fre​ – Vocal
Fernando Boccomino​ – Guitarra
Eduardo Boccomino​ - Guitarra
Andre Sterzza​ – Baixo
Billy Houster​ - Bateria

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Hellpath - Through The Paths Of Hell(2017)

Todo fã de metal já pensou: "o que aconteceria se misturassem os Judas Priest com Arch Enemy? Ou Iron Maiden com Deicide? Ou Saxon com Dark Tranquility?". É óbvio que mesmo se perguntando, poucos teriam coragem de misturar estilos tão distintos dentro de um som. Afinal, os interessados por tal "massaroca" musical seriam bem poucos. Mas, e se eu te disser que toda essa mistura pode ser ouvida hoje? E se eu também te disser que tudo isso foi feito por cinco brasileiros? É com orgulho que o Terreiro apresenta a vocês o Hellpath!

O quinteto paranaense do Hellpath é composto por Richard Félix (guitarra), Rodolfo Pacheco (bateria), William Cruz (baixo), Rafael Neves (guitarra) e Thiago Müller (vocal). Eles, antigos colegas de faculdade, decidiram, em 2006, criar uma banda autoral onde poderiam colocar todas suas idéias em prática, e claro, poderiam finalmente seguir o caminho de suas inspirações. Porém, quais seriam suas inspirações? Exatamente aquelas que falei ali encima. A banda possui muita influência (principalmente no instrumental) de nomes clássicos do Heavy Metal mundial, como Saxon, Iron Maiden, Judas Priest, Angel Witch, Blitzkrieg, Satan e Grim Reaper. Essa influência trás ao som uma consistência muito boa, e bem agradável a qualquer ouvido, com instrumental simples e cativante a banda chama atenção por sua qualidade. Adicione a essa fórmula vocais guturais a estilo Deicide, Arch Enemy e afins. Pode parecer estranho, mas garanto que o som é maravilhoso! O instrumental mais suave quebra o peso dos vocais e transforma tudo em uma grande melodia. A banda paranaense lança o disco de estreia este ano intitulado de "Through The Paths of Hell".

O disco foi um acerto gigantesco, isso fica claro quando ouvimos ouvimos a faixa de abertura do disco, "Liar", ficamos impressionados com a qualidade dos dois extremos apresentados pela banda, apesar de uma produção não tão boa quanto outros discos. As guitarras claramente rápidas, e a bateria viciante junto a um baixo bem trabalhado formam uma harmonia contagiante. Os vocais guturais são claros e não aqueles guturais inaldiveis e dão o peso necessário na música. A segunda faixa do disco, "Seven Deadly Sins", trabalha com uma boa dose de Thrash Metal em suas linhas de bateria, as bases são mais secas e o baixo é bem pesado. Sobre a qualidade, a música segue a mesma linha já imposta pela faixa anterior.


Em "Self Respect" as dosagens de Death Metal são maiores, principalmente em algumas pontes executadas pela bateria e, claro, pelo vocal, de resto, a música é totalmente Heavy Metal Old School. O legal nessa faixa é a presença do baixo, totalmente influenciado por Steve Harris (Iron Maiden). Na sequência do disco, ouvimos a rápida "War", que misturando os três estilos (Thrash/Death/Heavy) faz um som bem sucinto e objetivo. "Underworld" e "The Chamber" parecem ter sido forjadas em meio aos anos 80's, sucintas e simples, com um solos maravilhosos e muito característicos, as músicas se estende ao longo dos seus 3 minutos como umas das mais características do disco.

"Caged In A Blackened Future" e "Nature's Revenge" seguem os mesmos padrões 80's já impostos pela banda, riffs clássicos, bateria mais rápida, bases de baixo bem definidas, e o vocal gutural, claro. As últimas duas faixas do disco, já possuem maior velocidade e peso, como o caso de "Blood, Rage and Fire", que trabalha com bases mais rápidas e muito peso na percussão, além da vontade imensa de banguear que essa música da! A faixa conclusiva do disco, "Hellpath", possui boas cavalgadas e um refrão bem agressivo, o que valorizou a faixa bastante! Além do solo extremante clássico, uma maravilha.

Meus amigos Headbangers do Brasil, digo a vocês, que unir dois estilos diferentes pode ser bem sucedido, mas também pode ser uma tragédia, o que não foi o caso do Hellpath. O disco possui a vibração 80's que todo fã de heavy metal ama, e possui toda agressividade que um fã de Thrash/Death adora. Então compra, ouça e ajude os nossos irmãos de sangue a  crescer, venha cantar junto: "Hellpath rises!"
Redigido por Yurian Paiva

Tracklist:
01 - Liar
02 - Seven Deadly Sins
03 - Self Respect
04 - War
05 - Underworld
06 - The Chamber
07 - Caged In A Blackened Future
08 - Nature's Revenge
09 - Blood, Rage and Fire 
10 - Hellpath

Banda:
Richard Félix - Guitarra
Rodolfo Pacheco - Bateria
William Cruz - Baixo
Rafael Neves - Guitarra
Thiago Müller - Vocal

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Gaslarm - Life's A Bitch (2017)

Leia a parte 1 dessa série aqui!

O segundo disco de Anders com o Gaslarm, se chama "Life's A Bitch", o que de fato a vida é. O disco é aberto por um belo instrumental nomeado de "The Choir of Lost Souls", que é bem cadenciado e pesado. Logo em sequência, a faixa homônomio do disco explode com violência. Com um baixo mais presente, a faixa mostra uma evolução na criação, com bases bem mais características do estilo buscado por Anders, o Speed/Thrash é fincado pela violência do som. O solo, agora um pouco mais virtuoso, evidentemente trabalha mais com efeitos que com a própria habilidade do músico, mas ainda sim possui sua beleza. "Forever Evil" possui uma das qualidades que mais admiro em grandes bandas do estilo, as cavalgadas nas bases. Nessa música, estas se assemelham muito as utilizadas por (nome do veio) (Artillery). Um música muito boa, e completa, vocais na medida, velocidade extrema, e alguns contratempos bem executados (na introdução da faixa). Para fechar a trinca avassaladora do início do disco, temos a faixa "The Reaper Is Calling", com pedais duplos, e um peso maciço das cordas. A linha vocal adotada por Anders, não varia muito em suas composições, ela segue o padrão ecoado e simples, porém que combina bem com os instrumentais montados pelo músico.


A próxima faixa se trata de uma canção "linda e fofa", com o tema "Ode to Jason Voorheese", sim sim, o vilão de Sexta-Feira 13 (e mais um monte de filme) ganha uma música em sua homenagem. Como um bom disco linear e bem feito, a faixa seguinte, "King of the World" segue bem o estilo já apresentado, com algumas cavalgadas mais lentas, e passagens (principalmente no refrão) mais rápidas. Mas, assim como o disco anterior, temos uma quebra de velocidade com a balada "Not Born this Way", considero essa faixa melhor que a do álbum anterior, pois possui uma base acústica mais agradável, porém o vocal destoa um pouco da calmaria que estava sendo apresentada. A faixa, se torna agradável aos ouvidos, mas, verdades sejam ditas, não é daquelas baladas que você se pega cantarolando em qualquer momento do dia.

Para o fechamento do álbum, duas faixas são apresentadas. A primeira chamada de "Black Wings of Death", te soa familiar? Sim, esta faixa é um cover do grande Running Wild. Apesar de ser muito chato com covers, devo reconhecer que este foi bem feito, e apesar de a voz de Anders ser infinitamente distante da voz de Mr. Rolf, a música ficou bem adaptada e chega a ser bem receptível. "Big Mouth" da pontapé ao clímax do disco. Rápida, pesada, e marcante, a faixa fecha com estilo esse segundo álbum lançado pela "one man band" Gaslarm. A certeza, após a audição deste play, que temos é que ainda podemos esperar outros discos bem inspirados de Anders.

Nota: 8,5

Tracklist:

01 - The Choir of Lost Souls (Instrumental)
02 - Life's a Bitch
03 - Forever Evil
04 - The Reaper Is Calling
05 - Ode to Jason Voorheese
06 - King of The World
07 - Not Born this Way
08 - Black Wings of Death (Running Wild cover)
09 - Big Mouth

Redigido por Yurian Paiva

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Gaslarm - Mind Pollution (2017)

Suécia, país gélido e berço de grande parte das bandas de todo estilo musical. Recentemente os suecos do Ambush, Enforcer e Air Raid vem ganhando notoriedade devido a seu estilo Heavy Metal Old School, que agrada tanto os fãs mais antigos, quanto os mais novos. Outros nomes clássicos da Suécia são de algumas bandas de Power Metal, como Lancer, Sabaton e outros. Mas, não é apenas de Heavy e Power que vivem os suecos!

Uma dose de Speed/Thrash sempre é bem vinda, e é essa a proposta do Gaslarm. Revivendo um estilo tão bem servido hoje, a banda surpreende não apenas pela qualidade apresentada, mas também pela sequência de lançamentos. Vamos abordar esse tema primeiro? Formada em 2016, a banda possui 'apenas' a marca de 4 álbuns já lançados! Com apenas 2 membros em sua formação, sendo que, Anders "Riff Lord" Lindberg, cuida dos vocais e todos os instrumentos, e Charles Daaboul das letras. 

Totalmente independente, o Gaslarm segue o princípio claro do Speed/Thrash, criticar a sociedade em que vivemos. Seu primeiro álbum, "Mind Pollution", lançado em 21 de Abril, possui 9 músicas do mais alto calibre, mostrando qualidade e personalidade. Após a música "Intro" que é instrumental e bem calma, o disco segue rápido e enérgico, como é apresentado na faixa "Abused". Guitarras rápidas e bateria rítmica iniciam bem a faixa, já vocal de Lindberg, que é leve, se encaixa muito bem ao instrumental, dando um ar mais ecoado ao conjunto. A única coisa que peca um pouco no decorrer da música, é o solo que se torna pouco marcante e facilmente esquecido.

Na sequência ouvimos "Immorality", que possui com passagens mais cavalgadas e um baixo bem presente. Novamente o solo se separa um pouco da faixa, mas não se perde por completo. "The One Remains" possui uma pegada mais tradicional (lógico, com boa influência de Speed), bases rápidas seguidas de frases bem construídas. A ponte da música é cadenciada, quebrando um pouco a agitação da faixa. Em "Chagrin" a bateria segue mais cadenciada, e as bases cavalgadas acompanhadas de um baixo suave e presente, combinadas ao vocal simples e ecoado dão a música o maior destaque do álbum. O solo, desta feita, se encaixa muito bem na música, mais lento e visando feeling, ele acompanha a característica mais cadenciada da faixa.

"For The Thrill" engatilha o disco em sua pegada mais rápida e viciante, com bases rápidas e constantes, bateria mais trabalhada e vocais mais fortes, a música se encaixa bem a proposta apresentada pela banda, mostrando uma boa evolução do instrumental. Sendo engatilhada ao fim da faixa anterior, "Suicidal" aparece como uma continuidade. Rápida e feroz, as pontes e refrões da música são como balas pesadas que rasgam o ar. Novamente, o solo se encaixou bem ao contexto apresentado na faixa, se tornando um complemento, não apenas um fragmento perdido. Mas toda banda gosta de jogar uma balada em seus discos, algumas conseguem fazer isso muito bem, e outras já não. E infelizmente "Mistress of Sin" se encaixa no segundo grupo, lenta e dedilhada, a faixa corta a pancadaria apresentada no disco, transmitindo uma sensação de "cansaço" para o play. Mas, a finalização do disco é bem feita com a faixa "Safe In My Own Skin", retomando as características já apresentadas, a música encerra o disco com velocidade e dando um gosto de quero mais.


É exatamente esse gosto que a banda consegue transformar em lançamentos. Com 4 discos já lançados em menos de 1 ano, a "one man band" se mostra com sede de metal!

Nota: 8,0

Tracklist:
01 - Intro
02 - Abused
03 - Immorality
04 - The One Remains
05 - Chagrin
06 - For The Thrill
07 - Suicidal
08 - Mistress of Sin
09 - Safe In My Own Skin


Redigido por Yurian Paiva